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Minas Gerais

Polícia recupera pertences roubados de casal morto por diarista em BH

Objetos do casal foram entregues por compradores à Polícia Civil e serão devolvidos à família após a conclusão das investigações

08/07/2026 11:25, atualizado 08/07/2026 12:22
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Divulgação/PCMG
Polícia recupera pertences roubados de casal morto por diarista em BH

Belo Horizonte – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) recuperou objetos roubados do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na região centro-sul de Belo Horizonte.

Segundo as investigações, os itens haviam sido levados pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa preventivamente após confessar o crime, tratado pela polícia como latrocínio (roubo seguido de morte).

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Advogado e esposa foram mortos a facadas em apartamento de luxo em BH
Paola, acusada de matar o casal
As vítimas e a diarista
Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76
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Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76

Reprodução/Redes sociais
Advogado e esposa foram mortos a facadas em apartamento de luxo em BH
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Advogado e esposa foram mortos a facadas em apartamento de luxo em BH

Daniel Galera/Metrópoles
Paola, acusada de matar o casal
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Paola, acusada de matar o casal

Reprodução
As vítimas e a diarista
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As vítimas e a diarista

Reprodução

Entre os materiais recuperados, estão relógios, dois pares de tênis e um bracelete. De acordo com a polícia, os objetos foram apreendidos nessa terça-feira (7/7) e serão devolvidos aos familiares das vítimas após a conclusão dos procedimentos legais.

Compradores entregaram os objetos

Ainda conforme a Polícia Civil, duas pessoas que haviam comprado parte dos bens compareceram espontaneamente ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) acompanhadas por advogados.

Elas prestaram depoimento e entregaram os produtos adquiridos. A investigação aponta que os objetos foram vendidos pela diarista após o crime.

A polícia informou que as investigações continuam para localizar outros bens subtraídos e esclarecer todas as circunstâncias do caso.

Reconstituição e novas provas

A recuperação dos objetos ocorreu na véspera da reprodução simulada do crime, marcada para esta quarta-feira (8/7). Paola deixará a prisão para participar da reconstituição no apartamento das vítimas, procedimento considerado uma das últimas etapas antes da conclusão do inquérito.

Nos últimos dias, a investigação ganhou novos elementos. Peritos localizaram a faca usada nos assassinatos após aplicarem luminol em utensílios da cozinha do apartamento. O reagente revelou vestígios de sangue invisíveis a olho nu, permitindo identificar a arma utilizada no crime.

Além disso, exames toxicológicos descartaram a versão apresentada pela suspeita de que teria sofrido um surto psicótico após ingerir clonazepam. Segundo a Polícia Civil, não foram encontrados vestígios do medicamento no sangue nem na urina da diarista, reforçando a tese de que os comprimidos foram levados ao imóvel para dopar o casal antes dos assassinatos.

A PCMG também investiga se Paola pode ter feito outras vítimas utilizando o mesmo modo de agir. Pelo menos duas pessoas procuraram a corporação após reconhecerem a suspeita e relatarem o desaparecimento de dinheiro e de objetos de valor depois de serviços prestados por ela. As denúncias ainda são apuradas.