Polícia recupera pertences roubados de casal morto por diarista em BH
Objetos do casal foram entregues por compradores à Polícia Civil e serão devolvidos à família após a conclusão das investigações

Belo Horizonte – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) recuperou objetos roubados do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na região centro-sul de Belo Horizonte.
Segundo as investigações, os itens haviam sido levados pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa preventivamente após confessar o crime, tratado pela polícia como latrocínio (roubo seguido de morte).
Entre os materiais recuperados, estão relógios, dois pares de tênis e um bracelete. De acordo com a polícia, os objetos foram apreendidos nessa terça-feira (7/7) e serão devolvidos aos familiares das vítimas após a conclusão dos procedimentos legais.
Compradores entregaram os objetos
Ainda conforme a Polícia Civil, duas pessoas que haviam comprado parte dos bens compareceram espontaneamente ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) acompanhadas por advogados.
Elas prestaram depoimento e entregaram os produtos adquiridos. A investigação aponta que os objetos foram vendidos pela diarista após o crime.
A polícia informou que as investigações continuam para localizar outros bens subtraídos e esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Reconstituição e novas provas
A recuperação dos objetos ocorreu na véspera da reprodução simulada do crime, marcada para esta quarta-feira (8/7). Paola deixará a prisão para participar da reconstituição no apartamento das vítimas, procedimento considerado uma das últimas etapas antes da conclusão do inquérito.
Nos últimos dias, a investigação ganhou novos elementos. Peritos localizaram a faca usada nos assassinatos após aplicarem luminol em utensílios da cozinha do apartamento. O reagente revelou vestígios de sangue invisíveis a olho nu, permitindo identificar a arma utilizada no crime.
Além disso, exames toxicológicos descartaram a versão apresentada pela suspeita de que teria sofrido um surto psicótico após ingerir clonazepam. Segundo a Polícia Civil, não foram encontrados vestígios do medicamento no sangue nem na urina da diarista, reforçando a tese de que os comprimidos foram levados ao imóvel para dopar o casal antes dos assassinatos.
A PCMG também investiga se Paola pode ter feito outras vítimas utilizando o mesmo modo de agir. Pelo menos duas pessoas procuraram a corporação após reconhecerem a suspeita e relatarem o desaparecimento de dinheiro e de objetos de valor depois de serviços prestados por ela. As denúncias ainda são apuradas.










