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Minas Gerais

Polícia encontra faca usada por diarista para matar casal em BH

Arma foi localizada durante nova perícia no imóvel das vítimas, em BH; diarista presa é investigada por latrocínio (roubo seguido de morte)

07/07/2026 09:13, atualizado 07/07/2026 09:48
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Polícia encontra faca usada por diarista para matar casal em BH

Belo Horizonte — A Polícia Civil de Minas Gerais encontrou a faca usada no assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. A arma foi localizada durante uma nova perícia realizada na noite dessa segunda-feira (6/7), no apartamento onde o casal morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital mineira.

O objeto estava no próprio imóvel e foi identificado pelos peritos durante uma nova varredura na cena do crime, realizada uma semana após o duplo homicídio. Os investigadores concentraram os trabalhos na busca pela arma do crime com o auxílio de luminol, um reagente químico capaz de revelar vestígios de sangue invisíveis a olho nu.

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Advogado e esposa foram mortos a facadas em apartamento de luxo em BH
Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76
Paola, acusada de matar o casal
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Paola, acusada de matar o casal

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Advogado e esposa foram mortos a facadas em apartamento de luxo em BH
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Advogado e esposa foram mortos a facadas em apartamento de luxo em BH

Daniel Galera/Metrópoles
Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76
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Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76

Reprodução/Redes sociais

Os peritos aplicaram o produto em diversas facas encontradas na cozinha do apartamento, e o procedimento permitiu identificar qual delas foi utilizada no assassinato do casal. No dia do crime, a arma não havia sido localizada.

O casal foi encontrado morto, no dia 29 de junho, dentro do apartamento de alto padrão onde vivia. De acordo com a Polícia Civil, os dois foram dopados com clonazepam antes de serem assassinados com dezenas de facadas. Em seguida, a autora fugiu levando joias, relógios de luxo, dinheiro e celulares.

A principal suspeita é a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos. Ela havia sido contratada para fazer apenas uma faxina na residência e trabalhava no imóvel pela primeira vez. Conforme indica a investigação, ao perceber a quantidade de bens de valor existentes no apartamento, decidiu cometer o crime ainda durante o expediente.

Paola foi presa na madrugada de 2 de julho, em um hotel de Itabira, na região Central de Minas Gerais, após quatro dias de investigações conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri).

Investigação aponta planejamento

Para a Polícia Civil, as provas reunidas descartam a versão apresentada pela suspeita – ela relata que teria sofrido um surto. Segundo o delegado Gustavo Barletta, responsável pelas investigações, toda a dinâmica do crime demonstra planejamento.

A investigação aponta que Paola levou comprimidos de clonazepam até o apartamento, dopou as vítimas, aguardou que elas perdessem a capacidade de reação e, então, as matou. Depois, tomou banho, vestiu roupas da vítima, deixou o prédio caminhando normalmente e embarcou em um carro de aplicativo.

Durante os dias seguintes, ela se hospedou em um hotel na Savassi, fez compras, realizou refeições em restaurantes, utilizou corridas por aplicativo e vendeu parte dos objetos roubados.

A Polícia Civil também confirmou que não havia qualquer vestígio de clonazepam no sangue ou na urina da suspeita, apesar de ela ter afirmado que também havia ingerido o medicamento. Para os investigadores, isso reforça a tese de que ela levou o remédio exclusivamente para dopar as vítimas.

Conjunto de provas

A localização da faca representa mais um elemento que fortalece o inquérito policial. Além de localizarem a arma do crime, os investigadores já reuniram imagens de câmeras de segurança, laudos periciais, depoimentos de testemunhas, exames toxicológicos e parte dos bens roubados recuperados.

Entre eles estão os relógios de luxo pertencentes ao casal, devolvidos espontaneamente pelo homem que os havia comprado, após tomar conhecimento do caso pela imprensa. Segundo a Polícia Civil, não há indícios de que ele soubesse da origem criminosa dos objetos.

O motorista que levou Paola logo após o crime também foi identificado e ouvido. A polícia descartou qualquer participação dele na ação criminosa.

Polícia investiga outras possíveis vítimas

As investigações já ultrapassaram o assassinato do casal. De acordo com o delegado Gustavo Barletta, ao menos duas pessoas procuraram a Polícia Civil após reconhecerem Paola pelas reportagens sobre o caso.

Uma delas é o próprio homem que indicou a diarista às vítimas. Segundo ele, após permanecer sozinho com Paola em determinada ocasião, perdeu a consciência e, ao acordar, percebeu que sua carteira havia desaparecido. Na época, acreditou na explicação da diarista de que teria exagerado na bebida.

Outra mulher contou que contratou Paola para uma faxina, adormeceu durante o serviço e, semanas depois, percebeu o desaparecimento de joias da residência.

Para Barletta, os relatos seguem o mesmo padrão identificado no caso do casal e reforçam a hipótese de que a investigada utilizava medicamentos para dopar vítimas antes de furtá-las.

“O modo de agir é muito semelhante. Pela experiência da equipe e pelos elementos reunidos até agora, acreditamos que ela fazia da prática criminosa um modo de vida”, afirmou o delegado em entrevista ao Metrópoles.

Reconstituição do crime

A reconstituição da morte do casal será realizada nesta quarta-feira (8/7) e contará com a presença da diarista. A informação foi confirmada nesta terça-feira (7/7) pelo advogado de defesa dela, Bruno Corrêa.

A expectativa é que Paola detalhe exatamente como o crime ocorreu e, com isso, a investigação seja finalizada.