BH: diarista participa de reconstituição da morte de casal nesta 4ª
Diarista é acusada de dopar e matar casal em um apartamento de luxo em BH; a principal linha de investigação aponta para latrocínio

Belo Horizonte – A reconstituição da morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, será realizada nesta quarta-feira (8/7) e contará com a presença da principal suspeita do crime, a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que confessou os assassinatos. A informação foi confirmada nesta terça-feira (7/7) pelo advogado de defesa dela, Bruno Corrêa.
Cláudio e Maria Clotilde foram encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital mineira, em 28 de junho. A polícia acredita que eles foram vítimas de um latrocínio (roubo seguido de morte). A expectativa é que Paola detalhe exatamente como o crime ocorreu.
Entenda o caso
Paola trabalhava pela primeira vez na residência do casal no dia do crime. Ela havia sido indicada para prestar serviço no local por um parente das vítimas, que já conhecia a diarista e a contratava regularmente.
De acordo com a Polícia Civil, Paola resolveu dopar o casal e matar as vítimas a facadas para roubar pertences dos dois. Após o crime, ela deixou o apartamento levando bolsas e sacolas com objetos de valor e passou cerca de dois dias circulando entre Belo Horizonte e Itabira (região Central).
Nesse período, hospedou-se em hotel, fez compras, utilizou carros de aplicativo e vendeu joias e relógios roubados. A polícia estima que aproximadamente R$ 200 mil, além de joias, relógios e outros bens, tenham sido subtraídos da residência.
Ela foi presa três dias após o crime, em um hotel em Itabira. À polícia, ela alegou que teve um “surto psicótico” e cometeu os assassinatos.
O que diz a defesa
O advogado de Paola, Bruno Corrêa, manifestou pesar aos familiares das vítimas e afirmou que a defesa acompanhará as investigações respeitando as garantias legais da cliente.
“No que se refere à investigação, a defesa de Paola atuará com absoluta responsabilidade, observando rigorosamente os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal”, disse.
Bruno Corrêa afirmou ainda que os argumentos da defesa serão apresentados no momento adequado, com base nas provas reunidas durante o processo e respeitando a atuação das autoridades.
“Neste momento, a defesa reafirma sua confiança no Poder Judiciário e ressalta que qualquer conclusão acerca da responsabilidade da investigada deve decorrer exclusivamente da regular instrução processual, e não de julgamentos antecipados ou da repercussão do caso”, finalizou.


