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Minas Gerais

Diarista matou casal em BH no 1º dia de trabalho na casa, diz polícia

Era a primeira vez que Paola Cirino, de 30 anos, prestaria serviço na casa do casal; os dois foram mortos a facadas em apartamento de luxo

02/07/2026 09:36, atualizado 02/07/2026 10:37
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Reprodução/Redes sociais
Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76

Belo Horizonte – A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa sob suspeita de matar com facadas o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, trabalhava pela primeira vez na casa do casal no dia do crime. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (2/7) pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Segundo o delegado Gustavo Barletta, embora aquele fosse o primeiro serviço prestado às vítimas, Paola já atuava como diarista havia bastante tempo e chegou ao apartamento por indicação de um parente próximo do casal.

“O serviço de limpeza naquela casa foi a primeira vez. Ela já trabalha como diarista há bastante tempo, mas, nessa residência específica, era o primeiro dia”, afirmou o delegado.

Indicação partiu de familiar, que está abalado

De acordo com Barletta, o familiar que fez a indicação prestou depoimento aos investigadores e relatou estar profundamente abalado com o desfecho do caso. “Curiosamente, a indicação partiu de um parente das vítimas. Ele conversou com nossa equipe, disse estar bastante arrependido e muito abalado. Nas palavras dele, sentiu até um pouco de culpa por essa tragédia que acometeu a família”, disse.

Ainda conforme o delegado, o parente afirmou que Paola trabalhava regularmente em sua residência, duas vezes por semana, e nunca havia apresentado qualquer comportamento que levantasse suspeitas.

“Ela era diarista frequente dele. O último serviço, inclusive, havia sido na sexta-feira. Ele afirmou que nunca teve nenhum problema com ela. Pelo contrário, disse que era uma pessoa muito boa de serviço e fácil de lidar. Isso torna o caso ainda mais estranho diante da crueldade empregada contra dois idosos”, completou.

Prisão e investigação

Paola foi presa na madrugada desta quinta-feira (2/7), em um hotel de Itabira, na região central de Minas Gerais, após passar cerca de um dia foragida. Em depoimento, ela afirmou à Polícia Civil que dopou o casal com um sonífero antes dos assassinatos e alegou ter sofrido um “surto” psicótico.

Segundo a investigação, no dia do crime, ela entrou no prédio por volta das 7h30 de segunda-feira (29/6), levando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, deixou o local usando roupas diferentes e carregando duas sacolas grandes e uma bolsa reconhecida pela família como pertencente a Maria Clotilde.

A perícia constatou que o casal foi atingido com diversos golpes de faca em várias regiões do corpo. Para a Polícia Civil, a violência empregada reforça a hipótese de latrocínio – roubo seguido de morte.

Ela teria levado pertences do casal, como joias e relógios, além de dinheiro em espécie (cerca de R$ 18 mil).

As investigações continuam para esclarecer a participação de possíveis comparsas e toda a dinâmica do crime.