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Brasil

Diarista suspeita de matar casal em Minas é presa em hotel de Itabira

A prisão ocorreu na madrugada desta quinta-feira (2/7), em um hotel de Itabira, área central de Minas. Ela estava com o filho, de 6 anos

02/07/2026 06:45, atualizado 02/07/2026 07:26
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Reprodução/Redes sociais
Diarista Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de matar casal em Minas é presa em hotel - Metrópoles

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu a diarista Paola Stefany Neto Cirino, na madrugada desta quinta-feira (2/7), em um hotel de Itabira. Ela estava com o filho, de 6 anos. Paola é a principal suspeita de assassinar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.

As vítimas foram encontradas mortas no apartamento de luxo onde moravam, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, na terça-feira (30/6).

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A diarista teria sido indicada para trabalhar na casa do casal e foi vista acessando o local no dia do crime e deixando a cena com uma bolsa, que foi reconhecida pelo filho de Maria Clotilde como sendo da mãe.

Veja abaixo o que se sabe até o momento:

Quem são as vítimas

Advogado conhecido em BH, Cláudio Atala Inácio era sócio-fundador do escritório Atala Inácio Advogados Associados, que funciona no bairro de Lourdes, também na região Centro-Sul, e onde ele ainda trabalhava. Ele atuava principalmente nas áreas de Direito Empresarial e Direito do Trabalho.

Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio tinha uma loja na capital mineira e foi atleta quando mais jovem. O casal era conhecido pelo papel ativo na sociedade de Belo Horizonte.

Desaparecimento e cena do crime

No boletim de ocorrência, o desaparecimento do casal é mencionado no relato do filho. Segundo o registro, ele não conseguia contato com os pais desde a manhã de segunda (29/6). Após diversas tentativas de ligação sem resposta, decidiu ir até o apartamento, na Rua Padre Severino, e acabou encontrando os dois mortos.

A Polícia Militar constatou que não havia sinais de arrombamento no imóvel. Maria Clotilde foi encontrada caída no chão da sala, em frente ao sofá, enquanto Cláudio estava sobre a cama do quarto. Ambos apresentavam grande quantidade de sangue ao redor dos corpos e aparentes sinais de violência.

As mortes

Segundo a polícia, o casal foi assassinado com ao menos 24 facadas: Maria Clotilde teve cerca de sete perfurações (na garganta, no queixo, no tórax, no pescoço e na pelve). Já Cláudio foi atingido por cerca de 17 golpes (nas costas, no abdômen e no pescoço.) Ambos apresentavam sinais de defesa.

Suspeita flagrada em câmera

Segundo a PM, imagens do circuito interno de segurança mostram que a suspeita entrou no edifício às 7h30 de segunda-feira carregando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, às 15h30, deixou o prédio usando roupas diferentes e levando duas sacolas grandes, além da bolsa.

De acordo com o documento da PM, militares do Grupo Especializado em Policiamento em Áreas de Risco (Gepar) foram até o endereço onde ela estaria morando, em Ribeirão das Neves (Grande BH), mas ela já havia deixado o local.

Um dia após o crime, ela teria dito à tia que viajaria para o Espírito Santo.

A tia da suspeita contou aos policiais que a sobrinha chegou à casa por volta das 19h de segunda-feira, acompanhada do filho e carregando uma mochila preta. Ao ser questionada sobre a origem do objeto, a mulher respondeu que havia ganhado a bolsa.

Corpos liberados para a família

Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passaram por exames e, em seguida, foram liberados aos familiares.

O velório e o sepultamento foram realizados nessa quarta-feira (1º/7).