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Minas Gerais

Casal morto em BH se mudaria de apartamento nos próximos dias

De acordo com a família, o móvel no bairro São Pedro, onde ocorreu o crime, já havia sido vendido e os dois iriam para bairro Serra

01/07/2026 15:50
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Redes sociais/ Reprodução
Após a liberação dos corpos pelo IML, o advogado Cláudio Atala Inácio e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio serão velados nesta quarta-feira (1º/7)

Belo Horizonte — O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, estavam prestes a deixar o apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, local onde foram mortos.

Segundo um sobrinho do casal, Henrique Maciel, em entrevista ao Metrópoles, o imóvel já havia sido vendido, e a mudança para uma casa no bairro Serra, também na região Centro-Sul da cidade, estava prevista para ocorrer em cerca de 15 a 20 dias. A família afirma que o casal morava no apartamento havia cerca de duas décadas.

Casados havia mais de 50 anos, os dois levavam uma vida tranquila, viajavam com frequência e mantinham uma vida social ativa. Cláudio ainda exercia a advocacia, e o fato de não ter comparecido ao escritório despertou a preocupação da família.

Foi justamente a falta no trabalho que levou o filho do casal, Felipe, a ir até o apartamento. “Ele ligou, ninguém atendeu. Foi até a casa e também não conseguiu contato. Como a família tinha acesso ao imóvel, entrou e encontrou os dois”, relatou Henrique.

Fachada do prédio onde casal foi morto em apartamento em BH
Fachada do prédio onde casal foi morto em apartamento em BH

Sem sinais de arrombamento

A Polícia Militar constatou que não havia sinais de arrombamento. Maria Clotilde foi encontrada caída no chão da sala, em frente ao sofá, enquanto Cláudio estava sobre a cama do quarto. Ambos apresentavam grande quantidade de sangue ao redor dos corpos e aparentes sinais de violência.

“Foi uma ação covarde e brutal”, afirmou o sobrinho. Segundo ele, após a perícia no Instituto Médico-Legal (IML), o médico-legista informou à família que Cláudio sofreu 43 golpes, enquanto Maria Clotilde foi atingida por 17. Inicialmente, o boletim de ocorrência apontava que o advogado havia sido morto com 17 facadas e a esposa, com sete. Os números, no entanto, foram atualizados após o exame pericial mais detalhado.

Felipe é o único filho do casal. A filha morreu em 2006. Ela era triatleta e morreu atropelada. “Todo mundo está arrasado. É algo muito triste, inaceitável. Estamos confiando na Polícia Civil para esclarecer tudo”, disse o parente.

Imagens de segurança

Conforme informações das polícias Civil e Militar, uma mulher de 30 anos, apontada como suspeita, ainda não foi localizada. Ela teria sido indicada para trabalhar na casa do casal como faxineira e foi vista entrando no apartamento no dia do crime e deixando o local com uma bolsa reconhecida pelo filho de Maria Clotilde como sendo da mãe.

Segundo a PM, imagens de segurança mostram que a suspeita entrou no prédio às 7h30 com uma bolsa e saiu cerca de oito horas depois usando roupas diferentes e carregando duas sacolas grandes, além da bolsa.

Henrique Maciel afirmou que, inicialmente, a família foi informada de que a suspeita teria ido ao imóvel pela primeira vez na segunda-feira (29/6). Mas hoje acredita que ela já conhecia o casal.

“A primeira informação que tivemos é que ela tinha ido lá na segunda-feira pela primeira vez, mas tudo indica que não foi a primeira vez. Ela foi fazer uma faxina, e agora a gente está tentando descobrir de onde partiu esse contato”, disse.

Segundo o familiar, a expectativa é que a análise dos celulares ajude a esclarecer como a mulher chegou até o casal.

Ela não foi encontrada no endereço onde morava, em Ribeirão das Neves (Grande BH), e teria dito à tia que viajaria para o Espírito Santo um dia após o crime. A Polícia Civil informou que ninguém foi preso e que as investigações continuam, sem descartar nenhuma linha de apuração.

Despedida

Os corpos serão velados nesta quarta-feira (1º/7), a partir das 16h15, na Capela 2 do Cemitério Parque da Colina, no bairro Nova Cintra, na região Oeste de Belo Horizonte.

O sepultamento está previsto para as 17h15, no mesmo cemitério.