BH: luminol revela sangue em faca usada por diarista para matar casal.
Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram reagente identificando vestígios de sangue na arma usada pela diarista contra casal em BH
Belo Horizonte — A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou, nesta terça-feira (7/7), imagens da perícia que identificou a faca usada pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, para matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte.
O vídeo mostra o momento em que o luminol reage aos vestígios de sangue presentes na lâmina da arma, mesmo após o objeto ter sido lavado.
A faca foi encontrada durante uma nova perícia realizada na noite dessa segunda-feira (6/7), no apartamento onde o casal morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital. Os investigadores retornaram ao imóvel com o objetivo específico de localizar a arma do crime, que não havia sido identificada nas primeiras diligências.
Durante cerca de 30 minutos, os peritos aplicaram luminol — reagente químico capaz de revelar vestígios de sangue invisíveis a olho nu — em diversas facas encontradas na cozinha do apartamento. Em uma delas, o produto reagiu, confirmando que se tratava da arma utilizada no assassinato.
As imagens divulgadas pela corporação mostram o brilho característico provocado pela reação química ao entrar em contato com resíduos de sangue presentes na faca.
Nova prova reforça investigação
Segundo a Polícia Civil, a localização da arma representa mais um elemento que fortalece o inquérito policial.
As investigações apontam que Paola dopou o casal com clonazepam antes de cometer o crime. Em seguida, as vítimas foram mortas com dezenas de facadas. Após o assassinato, a diarista tomou banho no apartamento, vestiu roupas de uma das vítimas e deixou o prédio levando joias, relógios de luxo, dinheiro e celulares.
A polícia sustenta que o crime foi premeditado. Exames periciais descartaram a versão apresentada pela suspeita de que também teria ingerido clonazepam antes dos assassinatos. De acordo com o delegado Gustavo Barletta, não foram encontrados vestígios do medicamento no sangue nem na urina dela, o que reforça a tese de que os comprimidos foram levados exclusivamente para dopar o casal.
Além da faca, a investigação reúne imagens de câmeras de segurança, laudos periciais, exames toxicológicos, depoimentos de testemunhas e parte dos bens roubados, que já foram recuperados. Entre eles estão relógios de luxo devolvidos espontaneamente pelo comprador após a repercussão do caso.
Reconstituição será nesta quarta
A reconstituição do crime está marcada para esta quarta-feira (8/7) e contará com a participação da diarista, que está presa preventivamente por latrocínio (roubo seguido de morte).
A expectativa é que a reprodução simulada esclareça a dinâmica dos assassinatos e permita a conclusão do inquérito policial.
Em nota, a Polícia Civil informou que “as diligências prosseguem com o objetivo de esclarecer completamente a motivação, a dinâmica e todas as circunstâncias do crime”. A corporação acrescentou que novas informações serão divulgadas oportunamente, desde que não comprometam o andamento das investigações.








