Operação em mina financiada por Daniel Vorcaro será debatida na ALMG

A Itaminas, que tinha entre seus sócios o banqueiro Daniel Vorcaro, é uma das responsáveis pelas operações na mina de Jangada em Brumadinho

atualizado

metropoles.com

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Ramon Bitencourt/ALMG
Assembleia Legislativa de Minas Gerais
1 de 1 Assembleia Legislativa de Minas Gerais - Foto: Ramon Bitencourt/ALMG

Belo Horizonte – As operações na mina de Jangada, que faz parte do complexo Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), será tema de uma audiência pública que será realizada nesta terça-feira (26/5) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A retomada e expansão das atividades são de responsabilidade da Vale e da Itaminas, esta última tinha, até poucas semanas atrás, como sócio o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes bancárias bilionárias.

O objetivo do debate, convocado pela deputada estadual Bella Gonçalves (PT) é discutir com a população local sobre os riscos que a atividade minerária traz para a região. Além de representantes da comunidade, estarão na mesa o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Agência Nacional de Mineração (ANM), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), as prefeituras de Brumadinho e Sarzedo, e representantes das duas mineradoras.

Entre os temores estão contaminação do lençol freático que abastecem as residências e garantias de segurança para que não ocorram tragédias como a de 2019, em que o rompimento de uma barragem matou mais de 270 pessoas na região.

Os moradores pedem que sejam feitos estudos hidrogeológicos independentes, sobre a qualidade da água e respostas sobre licenciamento ambiental.

Itaminas

A Itaminas Comércio de Minérios foi comprada por Daniel Vorcaro em 2024, junto aos sócios Rodrigo Gontijo e Argeu Geo, mas decidiu sair da sociedade em novembro de 2025, quando vendeu sua parte por cerca de R$ 700 milhões.

A decisão pela saída ocorreu em meio ao início de denúncias ligadas ao Banco Master, que teria fraudado mais de R$ 50 bilhõess do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

 

 

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