Operação Coluna de Areia: R$ 26 mi sonegados em Minas Gerais

CIRA-MG deflagra ação contra esquema de sonegação e lavagem de dinheiro na construção civil da Grande BH

atualizado

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Sacos de cimento - Operação Coluna de Areia em Minas
1 de 1 Sacos de cimento - Operação Coluna de Areia em Minas - Foto: Divulgação / MPMG

Belo Horizonte – A Operação Coluna de Areia deflagrada na manhã desta terça-feira (28/4) desarticulou um sofisticado esquema de sonegação fiscal que causou um prejuízo estimado em R$ 26 milhões aos cofres públicos de Minas Gerais.

A operação coordenada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais (CIRA-MG), do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), mirou um grupo empresarial do setor de construção civil acusado de não repassar o ICMS cobrado dos clientes, desviando os recursos por meio de fraudes contábeis e lavagem de dinheiro.

Ação integrada em quatro cidades da Grande BH

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e sequestro de bens em endereços simultâneos em Belo Horizonte e nos municípios de Pedro Leopoldo, Lagoa Santa e Rio Acima; todos na Região Metropolitana. Os alvos incluíram galpões industriais, escritórios corporativos, sedes de empresas e residências de empresários e funcionários envolvidos no esquema.

Durante as buscas, agentes apreenderam celulares, aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais relevantes para a investigação. O CIRA-MG também conseguiu a indisponibilidade de ativos dos investigados, cujo valor total ainda está sendo apurado.
A operação contou com a participação de três promotores de Justiça, 37 auditores da Receita Estadual, 31 policiais militares, nove policiais civis, dois bombeiros militares e dez servidores do Ministério Público de Minas Gerais. Os detalhes e o balanço da ação foram apresentados em coletiva de imprensa realizada nesta manhã.

Esquema estruturado de sonegação

As investigações da Coordenadoria Regional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária de Belo Horizonte (CAOET-BH) revelaram que o grupo, composto por pelo menos 19 empresas interligadas — entre construtoras, fabricantes de pré-moldados, locadoras industriais e holdings patrimoniais —, adotava uma estratégia deliberada de sonegação.

Embora o ICMS fosse regularmente embutido no preço dos produtos e pago pelos consumidores finais, os valores arrecadados não eram repassados aos cofres públicos. Em vez disso, o dinheiro era desviado para empresas de fachada e terceiros, com o objetivo de ocultar o patrimônio e dificultar a atuação do fisco.

Os investigadores identificaram ainda manipulação contábil por meio de contas fictícias, omissão de receitas e vendas sem emissão de notas fiscais. O grupo também realizava sucessivas reorganizações societárias para diluir responsabilidades e esvaziar o patrimônio passível de penhora, configurando o que o Ministério Público classifica como devedor contumaz.

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Material apreendido na Operação Coluna de Areia
Operação Coluna de Areia  mirou um grupo empresarial do setor de construção civil
Operação Coluna de Areia desarticula  esquema de sonegação e lavagem de dinheiro na construção civil da Grande BH
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Operação Coluna de Areia desarticula esquema de sonegação e lavagem de dinheiro na construção civil da Grande BH

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Operação Coluna de Areia  mirou um grupo empresarial do setor de construção civil
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Operação Coluna de Areia mirou um grupo empresarial do setor de construção civil

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Impacto na concorrência e na sociedade

Para as autoridades, o esquema vai além da simples inadimplência tributária e configura indícios de lavagem de capitais. A sonegação sistemática gerava vantagem competitiva ilegal, prejudicando empresas que atuam dentro da legalidade e distorcendo o ambiente de negócios em Minas Gerais.

“A dívida em aberto é de R$ 26 milhões, cujo impacto é severo para a sociedade, uma vez que esse valor deixa de ser aplicado em atividades essenciais como saúde, educação e segurança pública”, afirmou a auditora fiscal da Receita Estadual Caroline Zanforlim.

 

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