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Minas Gerais

Ex-sargento da Marinha é preso suspeito de matar vizinho a tiros em MG

Mecânico de 61 anos foi baleado em frente à própria casa; suspeito já havia sido "interditado" pela Justiça após laudo médico

15/07/2026 14:35, atualizado 15/07/2026 14:38
Redes sociais/ Reprodução
Carlos Alberto dos Santos, de 61 anos, morreu; suspeito é ex-sargento da Marinha

Belo Horizonte — Um ex-sargento da Marinha, de 34 anos, foi preso sob a suspeita de matar a tiros um vizinho (foto em destaque), de 61, no bairro Quintas do Godoy, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso ocorreu nessa terça-feira (14/7) e a vítima foi identificada como Carlos Alberto dos Santos.

De acordo com informações repassadas à polícia, imagens do circuito de segurança mostram o suspeito, Guilherme Augusto Rodrigues Martins, se aproximando da picape da vítima logo após ela deixar a garagem da residência. Em seguida, são ouvidos diversos disparos.

A vítima chegou a ser levada para o Hospital Regional de Betim, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida, mas familiares relaram à Polícia Militar que o sargento da Marinha mantinha desentendimentos frequentes com outros moradores da região.

Em nota, a Polícia Civil informou que o suspeito “foi ouvido pela Central Estadual do Plantão Digital, onde teve a prisão em flagrante delito ratificada pelo crime de homicídio e, logo após os procedimentos de polícia judiciária, ficou à disposição da Justiça”.

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A Marinha do Brasil também se manifestou, em nota, e informou que tomou conhecimento de uma ocorrência envolvendo um militar reformado da Força. “A MB lamenta o ocorrido, se solidariza com os familiares da vítima e reitera seu firme repúdio a condutas e atos ilegais que atentem contra a vida, a honra e os princípios militares”, diz o texto.

Histórico de esquizofrenia

O ex-sargento da Marinha já tinha um histórico de problemas de saúde mental e havia sido interditado pela Justiça em 2021. A decisão, a qual o Metrópoles teve acesso,  considerou que ele não tinha capacidade para praticar sozinho atos da vida civil e nomeou a mãe dele como curadora.

A interdição foi baseada em um laudo médico que apontou diagnóstico de esquizofrenia paranoide, psicose não orgânica, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e síndrome de burnout.

De acordo com o documento, ele apresentava alucinações, delírios e desorganização do pensamento após um surto psicótico que o afastou do trabalho.

Na decisão, o juiz determinou que a mãe passasse a representá-lo em questões patrimoniais e financeiras, como movimentação de contas bancárias. Para atos como venda de bens, contratação de empréstimos ou constituição de hipotecas.

Morte de pastor no DF

O documento também informa que o ex-sargento já havia cometido um homicídio contra um desconhecido e cumpriu cinco anos de prisão pelo crime. A citação faz referência ao caso de um pastor, morto em 2014 pelo ex-sargento durante uma briga por um assento em um ônibus no Distrito Federal.

De acordo com as reportagens veiculadas na época do crime, o militar tinha 23 anos quando matou o pastor Alessandro Veloso Pires, de 40 anos, com uma espada. Ele confessou o crime e foi preso.