Cleitinho é criticado ao propor fim de carros oficiais para políticos
Senador Cleitinho afirmou que trabalhador não tem direito a veículo oficial e sugeriu cortar benefício, mas foi alvo de críticas nas redes
Enquanto o trabalhador pega ônibus lotado, olha os carros oficiais dos deputados e senadores. Estou entrando com um projeto para os políticos irem trabalhar nos seus próprios carros. pic.twitter.com/Cb9KSBFhTi
— Cleitinho (@cleitinhotmj) June 18, 2026
Belo Horizonte — O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) postou em suas redes sociais, nesta quinta-feira (18/6), um vídeo criticando o uso de carros oficiais por representantes dos Três Poderes, principalmente do Legislativo e do Judiciário, e propondo o fim do benefício. A fala, contudo, desagradou alguns seguidores nas redes sociais, que o chamaram de “populista”.
No vídeo, o parlamentar compara a situação dos políticos com a do empregado que, via de regra, não conta com o benefício e tem que recorrer a transporte público para chegar ao trabalho.
“Vocês pegando ônibus lotado, fazendo essa maldita escala 6×1. Estou aqui no Congresso Nacional […], mais carro oficial! Sabe quem que paga isso? É você! Está achando que só deputado que tem? Olha os carrões oficiais do Senado. Está achando que só senadores e deputados têm? Todos os órgãos têm. O Judiciário também tem, as vossas excelências também tem. Isso precisa acabar!”, afirmou.
O mineiro disse que vai apresentar um projeto para que os políticos tenham que usar seus próprios carros para irem ao trabalho.
“Você que é trabalhador, quando vai trabalhar, o patrão oferece carro oficial ou você tem que ir a pé, de Uber, no seu próprio carro ou pegar um ônibus lotado? Porque que nós, que somos empregados de vocês, não temos que fazer o mesmo? Não só senadores e deputados, mas em todos os órgãos”, indagou.
Cleitinho costuma criticar benefícios que são dados a membros dos Três Poderes, inclusive chegando a desagradar colegas alinhados ideologicamente a ele, no campo da direita.
Na publicação os comentários se dividiram entre aqueles que aconselhavam o mineiro a estudar mais política para que talvez se entenda como uma pessoa com o pensamento mais a esquerda; outros que recordaram que ele assinou a PEC alternativa ao fim da escala 6×1, que não acaba com a escala e nem reduz a jornada; e alguns ainda disseram terem sido enganados e o acusaram de não ser direitista.
“Faça uma projeto para reduzir a carga tributária, o que você está fazendo é apenas populismo”, escreveu um iternauta, e: “Esse sujeito é um socialista. E eu achava que era um homem de direita”, publicou outro.


