Cleitinho confronta juiz afastado: "Não trabalha, mas recebe salário". Veja vídeo
Cleitinho publicou um vídeo em que aparece batendo boca com um juiz afastado de Divinópolis; ele alega que "trabalhador paga" privilégio
Belo Horizonte — O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece discutindo com um juiz em um local público, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. Na gravação, o parlamentar critica o fato de o magistrado receber remuneração mesmo estando afastado das funções e afirma que a situação representa um privilégio custeado pelos trabalhadores.
“Vossa Excelência, juiz… eu não tenho medo de você não. Estou mostrando para a população brasileira que está lutando pelo fim da escala 6×1: esse senhor está afastado do cargo. Eu não tenho medo de você. Vou acabar com esse privilégio seu. Você está recebendo R$ 40 mil por mês com um monte de irregularidade”, diz Cleitinho em um trecho do vídeo.
Perguntei a Vossa Excelência se acha justo estar afastado, sem trabalhar, recebendo seu salário, enquanto um trabalhador tem que ralar na escala 6×1 para manter seus privilégios. E só um recado: não tenho medo! pic.twitter.com/FsBc8tcpZy
— Cleitinho (@cleitinhotmj) June 14, 2026
O senador ainda acusa o magistrado de ter humilhado pessoas na cidade e encerra a abordagem dizendo: “Pode me processar”. As imagens mostram pessoas próximas reagindo com aplausos às declarações do parlamentar.
Na sequência da publicação, Cleitinho grava outro vídeo explicando o motivo da abordagem. Segundo ele, o magistrado teria cometido irregularidades e, em vez de ser punido, estaria recebendo o salário normalmente.
“Essa Vossa Excelência é um juiz que cometeu várias irregularidades e deveria ter sido punido, mas teve foi uma premiação: uma aposentadoria compulsória. Ele já não trabalha mais, mas continua recebendo o seu salário. E quem paga? O trabalhador que está na maldita escala 6×1 para manter esse privilégio”, afirmou.
Afastado por suposto assédio moral
O caso citado por Cleitinho remete a 2023, quando o juiz Ather Aguiar, da Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Divinópolis, foi afastado preventivamente pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, acusado de cometer assédio moral contra estagiárias.
À época, o magistrado passou a ser investigado após denúncias de possíveis desvios funcionais. Um assessor também foi afastado por 60 dias. Segundo o tribunal, depoimentos de denunciantes e testemunhas confirmaram indícios considerados graves pela Corregedoria-Geral de Justiça.


