Escala 6×1: Cleitinho diz que assinou PEC da oposição por “democracia”
Cleitinho se manifestou após ser criticado por assinar a PEC alternativa ao fim da escala 6×1 apresentada pela oposição no Senado
atualizado
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Belo Horizonte – O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) se manifestou, nesta terça-feira (2/6), após ser criticado por assinar a chamada PEC do horário flexível, apresentada pela oposição no Senado como alternativa à proposta que acaba com a escala 6×1. Segundo ele, a assinatura foi feita por uma questão de “democracia”.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Cleitinho argumentou que a movimentação a favor da PEC alternativa não representa oposição ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados e disse que também apresentou uma proposta semelhante em 2025, em benefício dos trabalhadores.
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“É claro que tenho que assinar. Até porque, para que a minha seja debatida, isso é democracia, eu tenho que assinar as outras PECs também. Mas fique claro: vou apoiar e defender a que veio da Câmara dos Deputados. Eu vou votar favorável”, afirmou.
Ao comentar as críticas recebidas por ter assinado a proposta alternativa, o senador afirmou que parlamentares devem apoiar a tramitação de diferentes iniciativas sobre o tema. Para Cleitinho, “bateu desespero” nos adversários e, por isso, fazem acusações de que ele traiu a pauta do fim da escala 6×1.
“Eu vou provar para vocês que sempre lutei pelo fim da escala 6×1. Estão fazendo fake news, mas eu vou desmontar isso. O dia que eu for contra o trabalhador, eu renuncio ao meu mandato”, declarou.
Entenda o caso
A manifestação ocorre após questionamentos nas redes sociais sobre sua assinatura na PEC alternativa. Entre os críticos, está o vereador Rick Azevedo (PSol-RJ), criador do movimento que originou a proposta aprovada pela Câmara dos Deputados.
Em vídeo divulgado nas redes, Rick afirmou que nunca acreditou no apoio de Cleitinho à pauta e criticou sua adesão ao texto alternativo.
“Eu nunca acreditei nessa sua conversa fiada para ganhar biscoito na internet. A luta para você nunca foi séria. A prova é você assinando essa PEC da escala 7×0”, disse o vereador.
Rick também cobrou que o senador retire sua assinatura da proposta e prometeu continuar pressionando o parlamentar.
Diferenças nas PECs
A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso por semana e acaba, na prática, com a escala 6×1, sem redução salarial.
Já a PEC alternativa, articulada pelo senador Rogério Marinho (PL), não extingue a escala 6×1 nem reduz a jornada máxima para 40 horas. O texto cria um modelo mais flexível de contratação, baseado em horas trabalhadas, com remuneração e direitos proporcionais à carga horária.
Para os defensores da proposta, a medida amplia a liberdade de negociação entre empregados e empregadores. Já os críticos avaliam que o modelo pode enfraquecer garantias trabalhistas e esvaziar o debate sobre a redução da jornada de trabalho.