Eleição 2026

Rick Azevedo acusa Cleitinho de trair pauta do fim da escala 6×1

Rick Azevedo afirma que Cleitinho usou pauta do fim da jornada 6×1 para ganhar engajamento e cobra retirada de assinatura de PEC alternativa

atualizado

metropoles.com

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Reprodução/Câmara dos Deputados
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1 de 1 metadinha-2x-1780407090631 - Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

Belo Horizonte – O vereador Rick Azevedo (PSol-RJ), criador do movimento que originou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que defende o fim da escala 6×1, criticou publicamente o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) por assinar a chamada PEC do horário flexível, proposta apresentada pela oposição no Senado como alternativa ao texto aprovado na Câmara dos Deputados.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Rick afirmou que nunca acreditou no apoio de Cleitinho ao fim da escala 6×1, pauta que tem defendido na internet, e acusou o senador de utilizar o tema para ganhar visibilidade na internet.

“Eu nunca acreditei nessa sua conversa fiada para ganhar biscoito na internet. A luta, para você, nunca foi séria. A prova é você assinando essa PEC da escala 7×0”, disse o vereador.

Segundo Rick, a proposta alternativa abre caminho para a retirada de direitos trabalhistas ao ampliar a possibilidade de negociação direta entre empregado e empregador. O parlamentar também cobrou que Cleitinho retire sua assinatura do texto.

“Você vai ter que retirar essa assinatura ou não vai ter sossego. Vou ficar em cima de você”, afirmou.

A crítica ocorre após diversas manifestações de Cleitinho em defesa do fim da escala 6×1. Na última semana, o senador afirmou que existe uma articulação nos bastidores do Senado para adiar a votação da proposta aprovada pela Câmara dos Deputados para depois das eleições de 2026 e chegou a cobrar parlamentares pela assinatura da proposta original.

“Nos bastidores, alguns senadores pediram ao presidente Alcolumbre que só vote depois das eleições. Já tem gente jogando contra”, declarou o parlamentar nas redes sociais.

PECs têm propostas diferentes

A proposta aprovada pela Câmara reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso por semana e acaba, na prática, com a escala 6×1, sem redução salarial.

Já a PEC alternativa, articulada pelo senador Rogério Marinho (PL), não extingue a escala 6×1 nem reduz a jornada máxima para 40 horas. O texto cria um modelo mais flexível de contratação, baseado em horas trabalhadas, com remuneração e direitos proporcionais à carga horária.

Para os defensores da proposta, a medida amplia a liberdade de negociação entre empregados e empregadores. Já os críticos avaliam que o modelo pode enfraquecer garantias trabalhistas e esvaziar o debate sobre a redução da jornada de trabalho.

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