Saiba como os restaurantes estão modificando menus para delivery

Muitos estabelecimentos já possuíam essa linha e tiraram de letra a adaptação em tempos de covid-19, já outros tiveram que correr atrás

atualizado 17/04/2020 23:55

Entregador de app não para de trabalhar, mas mantém o cuidado e prevenção com máscara e luvaHugo Barreto/Metrópoles

Com o isolamento como método mais seguro de prevenção contra o coronavírus e decretos que impedem o funcionamento dos restaurantes para receber o público, o delivery virou a principal solução para vários serviços. Muitos estabelecimentos já possuíam essa linha e tiraram de letra a adaptação, já outros tiveram que correr atrás.

A maior parte das casas que não eram adeptas ao delivery ou take out eram os restaurantes mais finos e cafés. Estes primavam pelo atendimento pessoal, pela interação com seus comensais e, principalmente, a possibilidade de entrega do produto finalizado o mais fresco e autoral possível.

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Entrega o que prometeu?

Ao comprometerem-se com o serviço de entrega, tudo precisou mudar e muitos clientes ficaram perdidos no processo. Há pessoas que querem o mesmo produto de sempre no conforto de casa, mas não é bem assim. Primeiramente, alguns produtos como massas e risotos possuem um intervalo muito pequeno entre estarem prontos e adequados ao consumo, dependendo do entregador e até mesmo do tempo que o cliente começará a comer. Normalmente são os primeiros a serem eliminados.

André Sampaio, sócio e gerente do ‘A Mano explica o processo de adequação: “Tivemos que remover itens que sabíamos que não chegariam no nosso ponto com entrega, como risotos e nosso nhoque. O processo de atendimento e proximidade com o cliente facilitou. Explicamos de maneira técnica porque alguns itens não constavam no cardápio, bem como oferecemos sugestões do que é possível preparar para se adequar ao gosto. Todos têm entendido bem o momento e sido compreensivos.”

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Como chegar em casa?

Há também o problema da confiança. Os serviços de delivery estão abarrotados de pedidos e, embora façam da melhor forma que conseguem, os entregadores podem eventualmente não estar disponíveis ou sacudirem demais o produto, chegando em sua casa bagunçado ou misturado. Para contornar esse problema, casas como ‘A Mano e Aroma, ambas localizadas na Asa Sul, optaram por tomar conta da entrega. A La Table Gran Cru também tem recorrido a sua equipe de salão para fazer as entregas e o resultado tem agradado. Os clientes se sentem bem vendo os já conhecidos rostos da casa ao receber o prato.

Embalagens

Outro fator primordial para que se mantenham os produtos agradáveis em sua casa são as embalagens. Elas devem ser pensadas de forma a permitir que o pedido chegue na residência do cliente o mais próximo possível do que era no restaurante. Uma solução tomada pelo Taypá foi separar tudo em recipientes: a carne com um molho em um, acompanhamentos em outro, crocantes em um terceiro. Desta forma, é possível montar o prato tal qual o restaurante e ainda se torna uma atividade lúdica.

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E os custos?

Outra parte sensível. O restaurante passa a arcar com custos de delivery, embalagens, além da redução na arrecadação de bebidas e drinques. Os pratos devem ter uma relação entre preço de confecção e venda que torne viável a comercialização.

Em resumo, os restaurantes precisaram se adaptar a essa nova realidade e precisamos ser compreensivos com esse pessoal que trabalha para criar bons momentos para todos.

 

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