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Após boicote, comissário da NFL reabre portas para Colin Kaepernick

Dirigentes evitaram os serviços do atleta depois que ele começou a ajoelhar em protesto à brutalidade policial nos EUA, em 2016

16/06/2020 12:16, atualizado 16/06/2020 12:17
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Em 2016, Colin Kaepernick ajoelhou contra a brutalidade policial durante a execução do hino nacional e foi informalmente banido da NFL e acusado de antipatriotismo
Após boicote, comissário da NFL reabre portas para Colin Kaepernick

A NFL parece disposta a, finalmente, reconhecer os problemas sociais que afetam a sociedade americana e, consequentemente, seus atletas negros. Após fazer um mea culpa sobre a postura da liga em relação às manifestações de seus jogadores, o comissário da entidade, Roger Goodell, prometeu que encorajará times a assinarem com o quarterback Colink Kaepernick.

O ex-atleta do San Francisco 49ers sofreu uma espécie de boicote não oficial da liga por ter protestado contra a brutalidade policial. Em 2016, ele começou a ajoelhar durante a execução do hino nacional. Colin foi bastante criticado por torcedores, dirigentes e até pelo presidente Donald Trump, que consideraram o gesto uma afronta à bandeira e ao serviço militar do país.

“Eu encorajo os times a assinarem com Colin Kaepernick. Se ele quer retornar à carreira profissional, obviamente vai precisar que um time dê oportunidade. Mas eu recebo bem esta ideia, dou suporte ao time que quiser contratá-lo e encorajo os times a tentar contar com ele”, disse Goodell.

A revisão de postura do comissário acontece em meio a um momento de agitação social nos Estados Unidos. Desde o mês passado, o país vem sofrendo com uma onda de protestos contra a morte de George Floyd, asfixiado por um policial branco em Minneapolis.