Fora da NFL desde 2017, Colin Kaepernick diz estar pronto para retorno

Ex-quarterback do San Francisco 49ers foi banido da liga norte-americana por protestos contra o governo dos EUA

Michael Zagaris/San Francisco 49ers/Getty ImagesMichael Zagaris/San Francisco 49ers/Getty Images

atualizado 07/08/2019 18:42

Colin Kaepernick foi considerado durante anos uma das grandes estrelas da NFL. Graças aos passes precisos e ao carisma, o então quarterback do San Francisco 49ers rapidamente foi alçado à categoria de ídolo da liga norte-americana de futebol americano. Uma atitude do camisa 7, porém, fez com que ele fosse de ícone do esporte a mártir da justiça social. Ao protestar contra a violência policial e a desigualdade racial nos Estados Unidos, o atleta ficou sentado durante a execução do hino nacional norte-americano na partida de seu ex-time contra o Green Bay Packers, em 26 de agosto de 2016. A atitude não demorou a receber opiniões contrárias, mas foi adotada também por outros jogadores. Em janeiro de 2017, Kaepernick entraria em campo pela última vez na carreira. Por opção dele mesmo, o vínculo com o time californiano foi rompido e nenhum outro time quis assinar com o habilidoso quarterback. Nesta quarta-feira (07/08/2019), o jogador usou as redes sociais para lembrar que, passados 889 dias de sua última aparição na NFL, ele segue pronto para entrar em campo novamente.

“5h da manhã. Cinco vezes por semana. Por três anos. Ainda pronto”, disse o jogador, em um tuíte em que mostra a rotina de treinamentos em uma academia.

Todo o imbróglio envolvendo a atitude encabeçada por Kaepernick ganhou apoio não só entre jogadores de futebol americano, mas também de atletas de outras modalidades. A Nike, patrocinadora pessoal do quarterback, lançou uma campanha que tinha como mote a frase “acredite em algo, mesmo que isso signifique sacrificar tudo”. De quebra, uma camiseta produzida pela gigante do fornecimento esportivo em edição limitada foi sucesso de vendas e sumiu das prateleiras. Nomes como LeBron James foram clicados usando a peça, dando ainda mais peso à campanha de apoio ao jogador de futebol americano.

Na contramão do apoio a Kaepernick, porém, estavam outras personalidades dos Estados Unidos. Ninguém menos do que o presidente do país, Donald Trump, se mostrou visivelmente irritado com a atitude, encorajando os donos de franquias a demitirem jogadores que “desrespeitassem a bandeira e o país”, nas palavras do próprio chefe da nação. Vice-presidente de Trump, Mike Pence, deixou um jogo antes mesmo do começo em Indianápolis, após alguns atletas se ajoelharem durante a execução do hino nacional. Em 2017, o ex-jogador dos 49ers entrou com um processo contra a NFL alegando estar sendo vítima de um boicote por parte da liga e também de donos de franquias. Pouco depois, Kaepernick seria eleito personalidade do ano pela renomada revista GQ.

Mas mesmo com todo o apoio demonstrado por grande parte da opinião pública, o futuro do jogador parece nebuloso. Nenhuma equipe da NFL sinalizou, ao menos até agora, com a possibilidade de contar com os talentos do jogador. Recentemente, o reserva do Houston Texans, AJ McCarron, sofreu uma lesão no polegar durante os treinos de pré-temporada e a equipe está em busca de um substituto. A chance que o camisa 7 estava esperando pode estar mais próxima do que ele espera.

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