Museu do Futuro: espaço de ciência e arte ocupará o Touring Club

O local, previsto para ser inaugurado em 2022, promete exposições interativas, misturando educação e entretenimento

atualizado 28/12/2019 20:56

Hugo Barreto/Metrópoles

Encravado em um ponto nobre da cidade, com vista para toda a Esplanada dos Ministérios, está o Touring Club — edifício assinado por Oscar Niemeyer e tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural. O prédio, que passou anos na busca por uma função, vai abrigar o Museu do Futuro.

Em cerca de 7 mil metros quadrados, a ideia é proporcionar um espaço de aprendizado que conecta inovação e arte. Exposições e instalações visarão despertar o interesse do público na ciência. A expectativa é de que o projeto fique pronto em 2022.

“Criamos um espaço onde a questão de ciência fosse vibrante, chamando atenção da população para questões ligadas à área, de maneira viva e intuitiva”, explica o Paulo Mól, diretor de operações do Serviço Social da Indústria (Sesi), que, ao lado do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), administrarão o espaço.

O Museu do Futuro contará também com apoio do Exploratorium, um dos principais centros interativos do mundo, localizado em São Francisco, nos Estados Unidos. “As pessoas associam museu a algo contemplativo, mas vamos trazer exposições interativas, onde as pessoas terão contato direto com a ciência”, adianta Mól.

Além do apoio do Exploratorium, o Espaço Sesi Senai do Futuro também buscará colaborar com outros parceiros de renome internacional.

Corredor cultural

A localização foi um ponto positivo para a escolha do Touring Club. Em frente à plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, o local é de fácil acesso e também está próximo ao Museu Nacional Honestino Guimarães e à Biblioteca Nacional. “Pensamos, no futuro, ter um corredor cultural ali”, diz Mól.

Hugo Barreto/Metrópoles
Fachada será mantida para atender ao tombamento

O Touring Club era um dos poucos prédios privados desenhados por Oscar Niemeyer em Brasília. O edifício foi adquirido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) neste mês. Por ficar em área tombada, as regras da gestão patrimonial serão preservadas.

Nos últimos anos, a construção e a área ao redor tiveram várias finalidades. Na parte debaixo, o local se transformou em anexo da rodoviária para ônibus do Entorno. Também se tornou sede de um Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas do GDF. E até recebeu uma edição da Casa Cor, em 2007.

“Vamos reparar e manter o desenho original da fachada, instalando os equipamentos na área interna. Queríamos um espaço ligado à cultura e à história de Brasilia. Vai ser um presente para a cidade”, conclui Mól.

As próximas etapas do Museu do Futuro envolvem a reforma e reparo do edifício. A previsão é que a inauguração ocorra em 2022.

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