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A greve dos vigilantes no Distrito Federal tem provocado tumulto em alguns órgãos públicos. Na manhã de sexta-feira (2/3), o sindicato representante da categoria divulgou um vídeo que mostra pacientes invadindo o ambulatório do Instituto Hospital de Base do DF (IHBDF). A unidade estava fechada desde o início do movimento paredista, na quinta (1º), mas dezenas de pessoas que aguardavam atendimento forçaram o portão e entraram no local. Veja:

Nessa sexta (2), o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) determinou liminarmente a suspensão da greve dos vigilantes e o retorno imediato para “100% do efetivo trabalhando nos postos de serviços hospitalares, bancários, transporte de valores e tribunais de Justiça, assim como 70% nos demais postos de serviços”.

No entanto, em assembleia, a categoria decidiu manter a paralisação. Assim, o Sindicato dos Vigilantes deverá arcar com multa de R$ 100 mil por dia – imposta à entidade pela Justiça, em caso de descumprimento da ordem. A associação anunciou que entrará com recurso no Judiciário.

Com os trabalhadores de braços cruzados, o atendimento à população foi afetado em hospitais públicos, estações do Metrô, estabelecimentos bancários, tribunais de Justiça, postos do INSS e escolas públicas, entre outras atividades.

Reajuste de 7%
A categoria reivindica dos patrões aumento de 7% e a manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva. A data-base era no início de janeiro, mas as negociações sobre o reajuste e a discussão a respeito das condições de trabalho não ocorreram. Os vigilantes não aceitaram a proposta das empresas de dividir os R$ 34 do tíquete-alimentação – metade seria paga em dinheiro, e o restante, em cesta básica.

Patrões rebatem
Por meio de nota, o Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância do Distrito Federal (Sindesp-DF) afirmou que, ao contrário do divulgado pela entidade responsável pela representação dos vigilantes, “os empresários do setor esgotaram todas as possibilidades de negociação com a categoria”.

“Vale lembrar que ocorreram mais de 20 reuniões, desde dezembro de 2017, muitas das quais acompanhadas por integrantes do Ministério Público do Trabalho, envolvendo os dois sindicatos. Essas negociações resultaram na concordância de vários pleitos da categoria laboral”, frisa o Sindesp-DF.

A entidade diz ainda que “as empresas não querem acabar, em momento algum, com plano de saúde, auxilio-odontológico e o fundo de indenização decorrente de aposentadoria por invalidez por doença de qualquer natureza. A intenção é ter mais transparência, prestação de contas e adequação ao valor de mercado em cada um desses itens supracitados”.