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Além de afetar o atendimento em hospitais, postos de saúde e bancos do Distrito Federal, a greve de vigilantes iniciada nesta quinta-feira (1°/3) vai prejudicar os brasilienses que buscam os parques administrados pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Segundo o órgão, as reservas ficarão fechadas enquanto durar a paralisação.

Dessa forma, importantes espaços de lazer como o Parque Ecológico de Águas Claras; o Olhos d’Água, no fim da L2 Norte; o Ezechias Heringer, no Guará; e o Parque Ecológico Dom Bosco, no Lago Sul, estarão inacessíveis ao público (confira a lista completa abaixo).

Essa medida é para garantir a segurança dos frequentadores, preservar o uso adequado do espaço, assegurando assim a integridade da fauna e flora, além de manter a conservação do patrimônio público."
Trecho de nota do Ibram

O fechamento não afetará o Taguaparque, que é gerido pela Administração Regional de Taguatinga, nem o Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, sob responsabilidade da Secretaria de Turismo.

Confira a lista dos 68 parques ecológicos administrados pelo Ibram, por Região Administrativa. Nem todos são acessíveis ao público, pois muitos são reservas ambientais:

Águas Claras
> Parque Ecológico Águas Claras

Brasília
> Parque Ecológico e de Uso Múltiplo Olhos d’Água; Parque de Uso Múltiplo da Asa Sul; Parque das Aves (dos Pássaros); Parque de Uso Múltiplo da Vila Planalto; Parque de Uso Múltiplo da Enseada Norte

Brazlândia
> Parque Ecológico Veredinha

Candangolândia
> Parque Ecológico e Vivencial da Candangolândia (Pioneiros)

Ceilândia
> Parque Corujas; Parque Ecológico e Vivencial do Rio Descoberto; Parque Lagoinha; Parque Recreativo do Setor “O”

Gama
> Parque Ecológico e Vivencial da Ponte Alta do Gama; Parque Recreativo do Gama – Prainha; Parque Urbano e Vivencial do Gama (Norte)

Guará
> Parque Ecológico e Vivencial Bosque dos Eucaliptos; Parque Ecológico Ezechias Heringer; Parque Vivencial Denner

Lago Norte
> Parque de Uso Múltiplo do Lago Norte; Parque de Uso Múltiplo Morro do Careca; Parque Ecológico das Garças; Parque Ecológico do Taquari

Lago Sul
> Parque das Copaíbas; Parque Ecológico Bernardo Sayão (Rasgado); Parque Ecológico Dom Bosco; Parque Ecológico e Vivencial Canjerana; Parque Ecológico Garça Branca; Parque Ecológico Península Sul; Parque Vivencial do Anfiteatro Natural do Lago Sul

Núcleo Bandeirante
> Parque Ecológico Córrego da Onça; Parque Ecológico Lauro Müller; Parque Ecológico Luiz Cruls; Parque Recreativo do Núcleo Bandeirante

Paranoá
> Parque de Uso Múltiplo das Esculturas; Parque Ecológico da Cachoeirinha; Parque Urbano do Paranoá; Parque Vivencial dos Pinheiros

Planaltina
> Parque Ecológico Vivencial Estância; Parque Ambiental Colégio Agrícola de Brasília; Parque de Uso Múltiplo Vale do Amanhecer; Parque Ecológico do DER; Parque Ecológico dos Pequizeiros; Parque Ecológico e Vivencial Cachoeira do Pipiripau; Parque Ecológico e Vivencial do Retirinho; Parque Ecológico e Vivencial Lagoa Joaquim de Medeiros; Parque Recreativo Sucupira

Recanto das Emas
> Parque Ecológico e Vivencial Recanto das Emas

Riacho Fundo
> Parque Ecológico e Vivencial do Riacho Fundo

Samambaia
> Parque Ecológico e de Uso Múltiplo Gatumé; Parque Três Meninas

Santa Maria
> Parque Recreativo de Santa Maria; Parque Ecológico do Tororó; Parque Distrital Salto do Tororó

São Sebastião
> Parque São Sebastião

SCIA
Parque Urbano da Vila Estrutural

Sobradinho
> Parque de Uso Múltiplo Centro de Lazer e Cultural Viva Sobradinho (Recreativo Sobradinho II); Parque Ecológico dos Jequitibás; Parque Ecológico e Vivencial de Sobradinho; Parque Recreativo e Ecológico Canela de Ema

Sudoeste/Octogonal
> Parque de Uso Múltiplo das Sucupiras; Parque Urbano Bosque do Sudoeste

Taguatinga
> Parque do Areal; Parque Lago do Cortado; Parque Ecológico Saburo Onoyama; Parque Recreativo Taguatinga; Parque Boca da Mata; Parque Ecológico Irmão Afonso Hauss

Varjão
> Parque Ecológico e Vivencial da Vila Varjão

A greve dos vigilantes
Os vigilantes reivindicam dos patrões aumento de 7% e manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva. A data-base era no início de janeiro, mas as negociações sobre o reajuste e a discussão a respeito das condições de trabalho não ocorreram, denuncia o deputado distrital Chico Vigilante (PT).

A categoria não aceitou a proposta das empresas de dividir os R$ 34 do tíquete-alimentação – metade seria paga em dinheiro, e o restante, em cesta básica, informou o parlamentar.

Em nota, a Secretaria de Saúde afirma ter preparado um plano de contingenciamento. Diz, ainda, que a greve por causa do acordo coletivo não envolve questões relativas aos pagamentos realizados pela pasta. “Diante dessa paralisação, as empresas foram notificadas para que garantam o percentual mínimo de 30% dos vigilantes nas unidades e hospitais. Havendo necessidade, os diretores foram orientados a buscar reforço junto à Polícia Militar”, destaca o texto.

Ainda de acordo com a pasta, por questões de segurança, os hospitais de Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Região Leste (antigo Paranoá), Sobradinho, Planaltina, Asa Norte, Santa Maria e o Instituto Hospital de Base suspenderam as visitas aos pacientes internados. Além disso, o acesso às portarias centrais foi restringido.

A Associação dos Bancos no Distrito Federal (Assban-DF) ressalta que o funcionamento dos estabelecimentos deverá ser definido por cada instituição, desde que haja garantia de segurança. “Em casos como este, a Polícia Federal autoriza as agências bancárias a operarem sem numerário. No entanto, cada instituição tem a prerrogativa de optar por não abrir uma ou mais agências, caso avalie que tal escolha é a mais segura para seus clientes e funcionários”, reforça a entidade.

Histórico de impasses
Os problemas entre vigilantes e as empresas não são recentes. No mês passado, por exemplo, os empregados fizeram uma paralisação cobrando o pagamento do salário referente a dezembro, que deveria ter sido repassado no quinto dia útil de janeiro.

Em abril de 2017, outro episódio semelhante: devido à greve deflagrada no dia 18, hospitais funcionaram de maneira precária e bancos nem abriram as portas. Os serviços em órgãos federais também foram prejudicados.

Para tentar chegar a um acordo e não prejudicar mais os cidadãos, Chico Vigilante diz ter procurado o Ministério Público do Trabalho solicitando uma intermediação. “Já conversamos com o procurador-geral do Trabalho. De lá, o Tribunal Regional do Trabalho será acionado para convocar uma reunião, a fim de resolver o assunto”, esclarece.

Por outro lado, o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Sistemas de Segurança Eletrônica, Cursos de Formação e Transporte de Valores no Distrito Federal (Sindesp-DF), Luis Gustavo Barra, rebate as informações dos vigilantes. “Nós tentamos negociar 21 vezes só neste ano. Tínhamos agendada uma reunião às 9h30 de hoje [quinta]. Uma vez deflagrada a greve, não tem sentido negociarmos agora”, declara.

Ele defende que o ganho real solicitado pelos profissionais é bastante superior ao Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de janeiro a dezembro de 2017. “O IPCA de 2017 é de 2%”, pontua Barra.

Patrões rebatem
Por meio de nota, o Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância do DF (Sindesp-DF) afirmou que, ao contrário do que vem sendo divulgado pela entidade que representa os vigilantes, “os empresários do setor esgotaram todas as possibilidades de negociação com a categoria”.

“Vale lembrar que ocorreram mais de 20 reuniões, desde dezembro de 2017, muitas das quais acompanhadas por integrantes do Ministério Público do Trabalho, envolvendo os dois sindicatos. Estas negociações resultaram na concordância de vários pleitos da categoria laboral”, frisa o Sindesp.

A entidade diz ainda que “as empresas não querem acabar, em momento algum, com o plano de saúde, auxilio-odontológico e fundo de indenização decorrente de aposentadoria por invalidez por doença de qualquer natureza. A intenção é ter mais transparência, prestação de contas e adequação ao valor de mercado em cada um destes itens supracitados”.