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Distrito Federal

Suspeito de matar e esquartejar Thalita Berquó é preso na Chapada

Jovem de 18 anos estava foragido desde março quando deveria ter se apresentado à unidade socioeducativa

, Repórter de Distrito Federal09/04/2026 12:00, atualizado 09/04/2026 12:02
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Reprodução
thalita berquo

Um jovem de 18 anos envolvido no assassinato de Thalita Marques Berquó Ramos (foto em destaque), 36 anos, foi preso nessa quarta-feira (8/4), na Chapada dos Veadeiros (GO), após quase um mês foragido.

O homem não se apresentou, em 16 de março, à unidade de internação onde deveria cumprir medida socioeducativa. A informação da prisão foi confirmada ao Metrópoles por parentes da vítima.

A prisão foi realizada por agentes da 4ª Delegacia de Polícia (Guará). Ele será encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) e, posteriormente, deve cumprir medida de internação em unidade socioeducativa.

O crime foi cometido quando ele ainda tinha 17 anos, e o jovem responde por ato infracional análogo a homicídio. Mesmo após completar 18 anos, ele permanecia, até então, recluso em uma unidade de internação, destinada a menores infratores.

O acusado estava em regime de semiliberdade desde outubro do ano passado, após o juiz da 2ª Vara da Infância e da Juventude (VIJ-DF) considerar que ele agiu sob “domínio de violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima”.

No entanto, em 11 de fevereiro, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) conseguiu reverter a decisão em segunda instância. A nova sentença reconheceu o homicídio triplamente qualificado, afastou o privilégio e determinou a internação do jovem.

Ele havia sido apreendido em 12 de setembro de 2025 pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Além dele, também foram detidos um adolescente e João Paulo Teixeira da Silva.

João Paulo Teixeira da Silva irá a júri popular em 14 de maio deste ano. O julgamento está marcado para ocorrer no Tribunal do Júri do Guará.

Crime bárbaro

Thalita foi morta e esquartejada em uma invasão no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará, em 13 de janeiro de 2025.

No dia do crime, a vítima esteve em uma invasão dentro do parque, para comprar drogas. Porém, um desentendimento entre ela e os autores do crime – um homem e dois adolescentes – teria ocorrido e motivado o homicídio.

A discussão estaria relacionada à qualidade dos entorpecentes vendidos por eles a Thalita, que acabou morta a pedradas e facadas.

Partes do corpo da vítima foram descartadas em um córrego da região, enquanto o tronco foi enterrado no local. Dias depois, a cabeça e as pernas foram encontradas na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Caesb, no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), próximo à Vila Telebrasília.

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