Homem que matou e esquartejou Thalita Berquó vai a júri popular no DF

João Paulo Teixeira da Silva irá a júri popular em 9 de março deste ano. Ele é um dos acusados pelo assassinato da mulher em parque do Guará

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1 de 1 thalita berquo - Foto: Reprodução

Acusado pelo envolvimento no assassinato e esquartejamento de Thalita Marques Berquó Ramos, de 36 anos, João Paulo Teixeira da Silva irá a júri popular em 9 de março deste ano. O julgamento está marcado para ocorrer no Tribunal do Júri do Guará.

A mulher foi morta no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará, em 13 de janeiro de 2025. A vítima teve a cabeça e as pernas arrancadas e jogadas pelos assassinos em um córrego da região. O tronco foi enterrado na área.

Nos dias que se seguiram ao crime, a cabeça e as pernas de Thalita foram encontradas na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb), no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), próximo à Vila Telebrasília.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) conseguiu identificar e localizar os suspeitos de cometer o crime após analisar os últimos passos da vítima antes de ela ser assassinada.

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Vítima teria sido agredida a pauladas antes de ser esquartejada
Thalita Marques Berquó Ramos tinha 36 anos
Thalita foi morta após reclamar de qualidade da droga que comprou
Thalita estudava e se dedicava à prática de muay thai
Thalita Berquó tinha 36 anos
Um homem foi preso, e dois adolescentes apreendidos pelo crime
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Um homem foi preso, e dois adolescentes apreendidos pelo crime

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Thalita Marques Berquó Ramos tinha 36 anos
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Thalita Marques Berquó Ramos tinha 36 anos

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Thalita foi morta após reclamar de qualidade da droga que comprou
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Thalita foi morta após reclamar de qualidade da droga que comprou

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Thalita estudava e se dedicava à prática de muay thai

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Thalita Berquó tinha 36 anos
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Thalita Berquó tinha 36 anos

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No dia em que foi morta, Thalita esteve em uma invasão dentro do Parque Ecológico Ezechias Heringer para comprar drogas. Porém, teria ocorrido um desentendimento entre ela e os autores do crime – João Paulo Teixeira da Silva e dois adolescentes, então com 15 e 17 anos –, o que teria motivado o homicídio.

João Paulo está preso desde março de 2025. Ele responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Por sua vez, os dois adolescentes respondem por ato infracional análogo aos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

Em outubro do ano passado, a 2ª Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (VIJ-DF) concedeu regime de semiliberdade a um dos adolescentes apreendidos.

A família de Thalita, que teve acesso à sentença, detalhou que o juiz Márcio da Silva Alexandre desconsiderou as qualificadoras do homicídio e entendeu que o ato praticado pelo acusado teria ocorrido sob “domínio de violenta emoção, em seguida a injusta provocação da vítima”.

O acusado cometeu o crime quando ainda tinha 17 anos e responde por ato infracional análogo a homicídio. Mesmo já tendo completado 18 anos, ele permanecia, até então, recluso em uma unidade de internação destinada a menores infratores.

Desaparecimento

Em 2 de fevereiro de 2025, a família de Thalita registrou boletim de ocorrência sobre o desaparecimento dela. Em depoimento, a mãe da vítima contou que a filha consumia drogas e que chegou a ser internada devido ao uso de entorpecentes.

A mãe acrescentou que a vítima havia “sumido” em outras oportunidades, mas nunca tinha ficado desaparecida por tanto tempo.

Antes de desaparecer, em 11 de janeiro de 2025, Thalita enviou mensagens à mãe pelo WhatsApp e disse estar no Guará com um amigo. Dois dias depois, a vítima voltou a conversar com a mãe pelo aplicativo de mensagens. Foi o último contato entre as duas.

O amigo da vítima informou que ela havia chamado um carro por aplicativo para deixá-la na QE 46 do Guará II. Ouvido pela polícia, o motorista afirmou que a passageira comentou que uma “amiga” a buscaria no local.

A identificação do corpo de Thalita baseou-se em um processo multidisciplinar envolvendo técnicas médico-legais e odontolegais; análise de perfil biológico por meio de antropologia forense e exames genéticos conduzidos pelo Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA) da PCDF. O trabalho foi complementado por informações de georreferenciamento, considerado relevante para a conclusão.

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