Thalita Berquó: esquartejamento completa 1 ano ainda sem condenação

Mulher de 36 anos foi morta e esquartejada em parque ecológico no Guará, em 13 de janeiro de 2025. Um dos assassinos vai a júri neste ano

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução
thalita berquo
1 de 1 thalita berquo - Foto: Reprodução

O assassinato brutal de Thalita Marques Berquó Ramos (foto em destaque), 36 anos, completa um ano nesta terça-feira (13/1). A mulher foi morta e esquartejada no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará, em 13 de janeiro de 2025. O caso tornou-se símbolo da crueldade sem limites, em um crime cujos detalhes ainda assombram o Distrito Federal.

A vítima teve a cabeça e as pernas arrancadas e jogadas pelos assassinos em um córrego da região. O tronco foi enterrado na área.

Nos dias que se seguiram ao crime, a cabeça e as pernas de Thalita foram encontradas na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb), no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), próximo à Vila Telebrasília.

Doze meses após a barbárie que abalou a capital do país, o tempo avançou, mas a ferida permanece aberta para os familiares, que seguem à espera de justiça.

“Falo hoje não só como tia, mas como alguém que carrega uma dor profunda. Há um ano, minha sobrinha foi assassinada, e nossa família espera que a justiça seja feita, inclusive com o julgamento em júri popular do maior de idade responsável por sua morte”, declarou Gláucia Berquó, tia de Thalita.
Thalita Berquó: esquartejamento completa 1 ano ainda sem condenação - destaque galeria
6 imagens
Vítima teria sido agredida a pauladas antes de ser esquartejada
Thalita Marques Berquó Ramos tinha 36 anos
Thalita foi morta após reclamar de qualidade da droga que comprou
Thalita estudava e se dedicava à prática de muay thai
Thalita Berquó tinha 36 anos
Um homem foi preso, e dois adolescentes apreendidos pelo crime
1 de 6

Um homem foi preso, e dois adolescentes apreendidos pelo crime

Reprodução
Vítima teria sido agredida a pauladas antes de ser esquartejada
2 de 6

Vítima teria sido agredida a pauladas antes de ser esquartejada

Reprodução
Thalita Marques Berquó Ramos tinha 36 anos
3 de 6

Thalita Marques Berquó Ramos tinha 36 anos

Reprodução
Thalita foi morta após reclamar de qualidade da droga que comprou
4 de 6

Thalita foi morta após reclamar de qualidade da droga que comprou

Reprodução
Thalita estudava e se dedicava à prática de muay thai
5 de 6

Thalita estudava e se dedicava à prática de muay thai

Reprodução
Thalita Berquó tinha 36 anos
6 de 6

Thalita Berquó tinha 36 anos

Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) conseguiu identificar e localizar os suspeitos de cometer o crime após analisar os últimos passos da vítima antes de ela ser assassinada.

No dia em que foi morta, Thalita esteve em uma invasão dentro do Parque Ecológico Ezechias Heringer para comprar drogas. Porém, teria ocorrido um desentendimento entre ela e os autores do crime – João Paulo Teixeira da Silva e dois adolescentes, então com 15 e 17 anos –, o que teria motivado o homicídio.

João Paulo está preso desde março de 2025. Ele responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores. O Tribunal do Júri que julgará o réu está marcado para ocorrer em março deste ano. Por sua vez, os dois adolescentes respondem por ato infracional análogo aos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. Em outubro do ano passado, a 2ª Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (VIJ-DF) concedeu regime de semiliberdade a um dos adolescentes apreendidos.

A família de Thalita, que teve acesso à sentença, detalhou que o juiz Márcio da Silva Alexandre desconsiderou as qualificadoras do homicídio e entendeu que o ato praticado pelo acusado teria ocorrido sob “domínio de violenta emoção, em seguida a injusta provocação da vítima”.

O acusado cometeu o crime quando ainda tinha 17 anos e responde por ato infracional análogo a homicídio. Mesmo já tendo completado 18 anos, ele permanecia, até então, recluso em uma unidade de internação, destinada a menores infratores.

Familiares de Thalita organizaram uma homenagem para a mulher que acontecerá nesta terça-feira (13/1), no Bosque da Memória, localizado próximo à Administração do Parque de Águas Claras. A recepção está prevista para começar às 9h30. A cerimônia acontece a partir das 10h.

“No dia 13 de janeiro de 2025, o silêncio tentou calar uma voz querida. Hoje, escolhemos o caminho do florescimento. Convidamos amigos, familiares e autoridades para um momento de memória, justiça e esperança no Bosque onde plantamos sua árvore”, convida a família de Thalita.

Desaparecimento

Em 2 de fevereiro de 2025, a família de Thalita registrou boletim de ocorrência sobre o desaparecimento dela. Em depoimento, a mãe da vítima contou que a filha consumia drogas e que chegou a ser internada devido ao uso de entorpecentes. A mãe acrescentou que a vítima havia “sumido” em outras oportunidades, mas nunca tinha ficado desaparecida por tanto tempo.

Antes de desaparecer, em 11 de janeiro de 2025, Thalita enviou mensagens à mãe pelo WhatsApp e disse estar no Guará com um amigo. Dois dias depois, a vítima voltou a conversar com a mãe pelo aplicativo de mensagens. Foi o último contato entre as duas.

O amigo da vítima informou que ela havia chamado um carro por aplicativo para deixá-la na QE 46 do Guará II. Ouvido pela polícia, o motorista afirmou que a passageira comentou que uma “amiga” a buscaria no local.

A identificação do corpo de Thalita baseou-se em um processo multidisciplinar envolvendo técnicas médico-legais e odontolegais; análise de perfil biológico por meio de antropologia forense e exames genéticos conduzidos pelo Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA) da PCDF. O trabalho foi complementado por informações de georreferenciamento, considerado relevante para a conclusão.

 

 

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?