Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Mulher esquartejada teve cabeça e pernas jogadas em córrego no Guará

Policiais civis do Distrito Federal detiveram um adolescente e um adulto pelo assassinato de Thalita Marques Berquó Ramos, 36 anos

28/03/2025 12:24, atualizado 28/03/2025 16:31
Compartilhar notícia
Reprodução
mulher loira de braços cruzados

Thalita Marques Berquó Ramos (foto em destaque), 36 anos, foi morta e esquartejada em uma invasão no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará, em 13 de janeiro último. A vítima teve a cabeça e as pernas jogadas pelos assassinos em um córrego da região, e o tronco foi enterrado na área.

As informações foram divulgadas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta sexta-feira (28/3), e os detalhes do homicídio foram descobertos pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).

Mulher esquartejada teve cabeça e pernas jogadas em córrego no Guará - destaque galeria
4 imagens
Vítima teria sido agredida a pauladas antes de ser esquartejada
Thalita Marques Berquó Ramos tinha 36 anos
Thalita foi morta após reclamar de qualidade da droga que comprou
Polícia deteve adolescente e adulto envolvidos no assassinato de Thalita
1 de 4

Polícia deteve adolescente e adulto envolvidos no assassinato de Thalita

Reprodução
Vítima teria sido agredida a pauladas antes de ser esquartejada
2 de 4

Vítima teria sido agredida a pauladas antes de ser esquartejada

Reprodução
Thalita Marques Berquó Ramos tinha 36 anos
3 de 4

Thalita Marques Berquó Ramos tinha 36 anos

Reprodução
Thalita foi morta após reclamar de qualidade da droga que comprou
4 de 4

Thalita foi morta após reclamar de qualidade da droga que comprou

Reprodução

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

No dia em que foi assassinada, a vítima esteve em uma invasão dentro do parque, para comprar drogas. Porém, um desentendimento entre ela e os autores do crime – um homem de 36 anos e dois adolescentes, de 15 e 17 – teria ocorrido e motivado o homicídio.

A discussão estaria relacionada à qualidade dos entorpecentes vendidos por eles a Thalita, que acabou morta a pedradas e facadas.

“Os autores são viciados, responsáveis por um pequeno tráfico na invasão nesse parque. Thalita passou o fim de semana em festas com amigos. Quando chegou a segunda-feira [13 de janeiro de 2025], ela ainda estava sob efeito de entorpecentes e foi procurar mais drogas nessa região. Os autores [do crime] atraíram a vítima para a região do córrego, onde aconteceu o desentendimento”, detalhou o delegado-chefe da 1ª DP, Antônio Dimitrov.

Nos dias que se seguiram ao crime, a cabeça e as pernas de Thalita foram achadas na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb) no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), próximo à Vila Telebrasília.

Após as investigações, os policiais conseguiram identificar a autoria e outros detalhes do assassinato, além de localizar o tronco da vítima na última terça-feira (18/3), que estava envolvido em lençóis e enterrado no parque do Guará.

Nesta sexta-feira (28/3), policiais civis apreenderam um adolescente e prenderam um adulto suspeitos de participação no crime. Eles confirmaram o envolvimento, mas um segundo menor de idade ainda é procurado.

O adulto estava preso preventivamente devido a uma tentativa de homicídio cometida em dezembro de 2024, que também teve participação de um dos adolescentes. O suspeito havia sido detido nove dias após o assassinato dela.

O mais velho será responsabilizado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menores, enquanto os adolescentes responderão como autores de ato infracional análogo aos crimes de homicídio e ocultação de cadáver.

Veja imagens do local onde parte da vítima estava enterrada:

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Desaparecimento

Em 2 de fevereiro, a família de Thalita registrou boletim de ocorrência sobre o desaparecimento dela. Em depoimento, a mãe da vítima contou que a filha consumia drogas e que chegou a ser internada devido ao uso de entorpecentes.

A mãe acrescentou que a vítima havia “sumido” em outras oportunidades, mas nunca tinha ficado desaparecida por tanto tempo.

Antes de desaparecer, em 11 de janeiro de 2025, Thalita enviou mensagens à mãe pelo WhatsApp e disse estar no Guará com um amigo. Dois dias depois, a vítima voltou a conversar com a mãe pelo aplicativo de mensagens. Foi o último contato entre as duas.

A pedido do pai da vítima, o Instituto de Medicina Legal (IML) liberou o corpo para cremação, após registro e emissão da certidão do óbito.