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O futuro diretor da Polícia Civil do Distrito Federal, Robson Cândido, já anunciou praticamente todos os principais postos de comando dentro da estrutura da corporação. Os indicados, antecipados pelo Metrópoles, tomarão posse em 1º de janeiro. Guilherme Lorentz Blank deixa a Divisão de Operações Especiais (DOE) e assume o Departamento de Atividades Especiais (Depate).

Wislei Salomão será mantido na Coordenação de Combate a Fraudes (Corf). Na Coordenação de Combate aos Crimes contra o Patrimônio (Coopatri), o comando ficará com o delegado André Leite, que atualmente chefia a 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia).

Na Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), assumirá o delegado Rogério Henrique, atual chefe da 5ª DP (área central).

Outras mudanças
Atualmente no comando da Divisão de Operações Aéreas (DOA), Saulo Ribeiro Lopes passará a chefiar o Departamento de Gestão da Informação (DGI), área sensível que lida com os serviços de inteligência da Polícia Civil. É um quadro técnico, escolhido a dedo, já que por ele vão passar as informações mais sigilosas e estratégicas da PCDF. Benito Tiezzi será o diretor-geral adjunto da corporação.

A equipe de transição chegou a cogitar para o posto de DGI o nome de Wellerson Gontijo, que atualmente está cedido ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). Como ele é considerado um funcionário estratégico no órgão de controle, acertou-se que ele permanecerá no cargo.

Sérgio Henrique de Araújo Moraes, por sua vez, assumirá a chefia da Assessoria da Direção-Geral. A Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública (Cecor) passará ao comando de Leonardo Castro.

 

Considerado um delegado experiente, de perfil discreto e técnico, Castro hoje atua como adjunto na Coordenação de Repressão às Drogas (Cord). É pessoa da confiança de Robson Cândido.

Com a indicação de Leonardo Castro para a Cecor, o delegado Fernando César Costa deixará a unidade. Ele assumirá a Coordenação de Homicídios, que investiga crimes mais complexos, quando não solucionados pelas delegacias circunscricionais.

Escolhas estratégicas
A estrutura da nova gestão da PCDF inclui outros nomes. A chefia do Departamento de Polícia Especializada (DPE), complexo de edifícios onde funcionam várias coordenações e delegacias, ficará a cargo de Victor Dan, hoje delegado-chefe da 23ª DP (P Sul). Ele chegou a concorrer a uma vaga na lista tríplice da instituição – conquistou 110 votos e ficou em sétimo lugar.

O Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) ficará sob o comando de Fernando César Lima de Souza. O delegado estava lotado na 29ª Delegacia de Polícia Civil (Riacho Fundo). Entre outras unidades, passou pela chefia do Departamento de Administração Geral (DAG) e por Taguatinga. Agora, assume posto de destaque na cúpula da corporação.

No rol das mudanças para cargos estratégicos, está a nova indicada para chefiar a Academia da Polícia Civil, Gláucia Cristina da Silva. Ela deixará a direção da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou Contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin).

Dois departamentos estratégicos não sofrerão mudanças. O delegado Jeferson Lisboa seguirá à frente do Departamento de Polícia Circunscricional (DPC), responsável pelas 34 delegacias espalhadas em Brasília e nas regiões administrativas. Silvério Moita permanecerá no Departamento de Administração Geral (DAG) da corporação.

Metrópoles também antecipou o nome de Anderson Espíndola para chefiar a Corregedoria-Geral da Polícia Civil. Simão Pedro responderá pela direção do Instituto de Identificação da PCDF. O Instituto Médico Legal (IML) ficará sob a responsabilidade de Márcia Cristina. O Instituto de Criminalística (IC) passa a ser comandado por Emerson Sousa a partir de 1º de janeiro de 2019.  A unidade que cuida das análises de DNA, o IPDNA, fica sob a liderança de Samuel Teixeira. A estrutura do DPT será chefiada por Cleverlande Alves de Melo.