Impasse no reajuste deixa policiais civis do DF em estado de alerta

Convocação do Sinpol-DF nesta quarta-feira (11/09/2019) aprovou "estado permanente de assembleia", o que descarta formalidade para atos

Sinpol-DF/DivulgaçãoSinpol-DF/Divulgação

atualizado 11/09/2019 19:33

Os policiais civis do Distrito Federal decidiram entrar em “estado permanente de assembleia” e se preparam para realizar mobilizações nas próximas semanas. Ambas as deliberações foram aprovadas durante assembleia geral extraordinária, realizada pelo sindicato da categoria (Sinpol-DF) nesta quarta-feira (11/09/2019). Mais de 800 filiados participaram do evento. Na prática, os policiais não precisam mais marcar assembleia com antecedência, publicar editais em jornais de grande circulação e outros requisitos necessários para a realização do ato. A partir de agora, em qualquer momento, a categoria pode se reunir e deliberar ações e novas iniciativas – como uma paralisação.

O posicionamento ocorreu após a diretoria da entidade falar sobre os resultados da reunião realizada com o governador Ibaneis Rocha (MDB) e o diretor-geral da Polícia Civil do DF, Robson Cândido, na noite da última terça-feira (10/11/2019). A diretoria da entidade demonstrou preocupação com a possibilidade de condicionar a recomposição salarial à edição de uma medida provisória (MP) para mudar a gestão do Fundo Constitucional do DF (FCDF) do governo federal para o governo local.

Perdas salariais

Para o Sinpol, a mudança “pode atrasar ainda mais a recuperação das perdas salariais dos últimos 10 anos, uma vez que as negociações estariam paralisadas novamente até que a gestão do FCDF seja definida”. A promessa aos policiais civis, até então, era a de que a MP encaminhada pela Casa Civil da Presidência da República garantiria o reajuste e seria editada após a reforma da Previdência no Congresso, que tem previsão de ser finalizada até o fim de setembro ou início de outubro.

A indefinição deixa os policiais em estado de alerta, e o Sinpol-DF deve reunir a categoria novamente nas próximas semanas. A proposta será “definir as ações de mobilização acarretadas pela demora da recomposição salarial”. Além disso, buscarão mais informações com os governos federal e do Distrito Federal.

A reportagem entrou em contato com o GDF, que preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

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