Veja quem são os maiores doadores de dinheiro para candidatos do DF

Entre as pessoas físicas que mais desembolsaram até a noite de terça (25/9), teve quem investiu R$ 2 milhões na própria candidatura

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atualizado 26/09/2018 7:12

Candidatos do Distrito Federal têm contado com milhares – e até milhões – de reais à disposição para a campanha, que vêm do próprio bolso ou de doações de terceiros. No ranking das 24 pessoas físicas mais “mão aberta” destas eleições, muitos investem em parentes, com a esperança de ver um representante da família em cargo eletivo.

Postulante ao Senado, Fernando Marques (Solidariedade) ocupa o primeiro lugar na lista de quem doou a partir de R$ 100.000 até a noite de terça-feira (25/9). O empresário do ramo farmacêutico declarou à Justiça Eleitoral dispêndio de R$ 3.455.630, dos quais R$ 2 milhões foram para ele mesmo.

A segunda e a terceira maiores fatias são dos outros candidatos majoritários da chapa à qual pertence, a Unidos pelo DF. O concorrente ao Palácio do Buriti pelo PSD, Rogério Rosso, ganhou R$ 789,4 mil, e Cristovam Buarque (PPS), que tenta um novo mandato no Senado, foi beneficiado com R$ 300 mil.

Por meio da assessoria de imprensa, Fernando Marques disse ser contra financiamento público de campanha. “O dinheiro do erário deve ser gasto com saúde, educação e segurança. Eu apoio os candidatos nos quais eu acredito, que trabalharão para um Distrito Federal melhor”, afirmou.

Primeiro suplente do concorrente ao Senado Izalci Lucas (PSDB), o advogado Luís Felipe Belmonte (PSDB) figura no segundo lugar da lista. Ele distribuiu R$ 3.297.500 para 30 pessoas. Do total, R$ 1,050 milhão para Izalci e R$ 1,190 milhão para a outra postulante ao Senado da coligação, Professora Amábile (PR).

Luís Felipe Belmonte revelou seu critério para doação: buscou, em partidos, candidatos que “têm história de vida limpa e com propósito de seriedade no trato da coisa pública”. “Procuramos sentir afinidade e, a partir daí, começamos a formar um grupo político para defendermos os interesses da sociedade”, completou. 

Na corrida pelo Palácio do Buriti, há postulantes que se autofinanciam. É o caso do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Distrito Federal (OAB-DF) Ibaneis Rocha (MDB), o qual desembolsou R$ 2,450 milhões e está em terceiro lugar no ranking das pessoas que mais injetaram dinheiro em candidaturas do Distrito Federal.

Por meio de assessoria, o emedebista ressalta que os candidatos só possuem três fontes de verba: próprias, de outras pessoas físicas ou pública. “Ibaneis se propôs a fazer a campanha com recursos próprios, o que dará a ele independência em relação aos tradicionais doadores de campanha, ao contrário dos demais candidatos. Também não vem empregando dinheiro público. Na prática, faz campanha com o seu dinheiro, não com o do cidadão”, disse.

Patrocínio familiar
Na lista dos que mais doaram para candidatos da capital da República até o momento, destaque também para quem ajuda financeiramente a campanha de familiares. O deputado distrital em busca da reeleição Rafael Prudente (MDB), por exemplo, recebeu R$ 350 mil de Leonardo Cavalcanti Prudente, seu irmão.

Distrital que também tenta conquistar novamente uma cadeira na Câmara Legislativa (CLDF), Robério Negreiros (PSD) recebeu R$ 150 mil da mãe, Maria Regina Frota de Negreiros, e R$ 150 mil do pai, Robério Bandeira de Negreiros.

Também na corrida por um mandato na CLDF, Raad Jr. (PSDB) foi beneficiado com R$ 100 mil enviados pelo pai, o ex-deputado distrital Raad Massouh.

Regras
De acordo com a Lei das Eleições, somente pessoas físicas podem fazer doações, até o limite de 10% dos seus rendimentos brutos verificados no ano anterior à eleição. Além disso, candidatos ainda contam com recursos enviados por partidos.

Os repasses de pessoas jurídicas foram proibidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015.

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