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O governador Rodrigo Rollemberg (PSB), candidato à reeleição ao GDF, anunciou na manhã desta quarta-feira (10/10) que não vai apoiar nem Jair Bolsonaro (PSL) nem Fernando Haddad  (PT) na corrida ao Palácio do Planalto.

“Nós não vamos nos engajar em nenhuma campanha presidencial. O nosso grande objetivo é unir Brasília, respeitando a vontade dos eleitores e nos relacionando institucionalmente com todo o respeito com qualquer presidente eleito”, disse.

Nessa terça (9), a Executiva nacional do PSB declarou apoio ao petista, mas liberou o DF e São Paulo para tomar as próprias decisões.

A neutralidade de Rollemberg pode custar a ele adesões importantes no segundo turno. O PT brasiliense, por exemplo, condicionou uma eventual aliança com o governador apenas se ele manifestasse apoio a Haddad. O PSol, por sua vez, exigiu uma declaração clara do chefe do Executivo local contra Jair Bolsonaro em troca de uma composição contra Ibaneis Rocha (MDB).

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi o mais votado no Distrito Federal no primeiro turno. Ele teve 58,36%, totalizando 936.028 indicações de eleitores. Em segundo lugar, ficou Ciro Gomes (PDT), com 16,6%, o que corresponde a 266.174 votos. Haddad veio em seguida, com 11,87% ou 190.423 votos.

A polarização nacional entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad na disputa pela Presidência da República refletiu-se diretamente nos núcleos de inteligência das campanhas do Distrito Federal para o segundo turno.

Bombeiros e PMs
O anúncio foi feito após reunião de Rollemberg com integrantes da Polícia Militar que concorreram às eleições pelo PTC, mas não se elegeram. Durante o encontro, o governador voltou a culpar a situação econômica do DF por não ter encaminhado o plano de carreira da PMDF e do Corpo de Bombeiros. “Quando recebemos a sugestão, nós já estávamos em período eleitoral e impedidos de criar novas despesas”, explicou o buritizável.

Porém, prometeu que, caso seja eleito, enviará a proposta já no início do próximo ano. “Nós vamos encaminhar um plano de carreira que garanta a promoção independentemente de vagas e o soldado chegará ao topo da carreira com 15 anos. Quero ainda garantir que o Hospital da Polícia Militar seja gerido da mesma forma que o Instituto Hospital de Base e a paridade de vencimento entre ativos e inativos”.