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Embora já estejamos no mês de julho, quando começam as convenções partidárias em todo o país, grupos políticos do Distrito Federal ainda patinam, sem conseguir fechar as chapas majoritárias e os cálculos para indicar postulantes às vagas proporcionais. Na tentativa de se cacifarem para a corrida eleitoral de outubro, personagens da cena política da capital criaram balões de ensaio para testar nomes nos meses anteriores às eleições. No entanto, deixaram para a última hora a definição de quem concorrerá, de fato, a cada posto disponível.

A disputa para deputados federais é valiosa, pois cadeiras na Câmara dos Deputados garantem verba pública e tempo de rádio e TV aos partidos. Nesse cenário, as preferências têm sido colocadas em jogo. Mas o xadrez para se montar chapas e coligações tem girado, via de regra, para a disputa majoritária: para o Governo do Distrito Federal (GDF) e o Senado Federal.

No cenário brasiliense, ainda há dúvidas a serem sanadas. A vaga de vice-governador, barganhada nas articulações, continua aberta para cinco de oito pré-candidatos ao Palácio do Buriti. É o caso do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), do ex-secretário de Saúde Jofran Frejat (PR), do herdeiro do Giraffas, Alexandre Guerra (Novo), do general Paulo Chagas (PRP) e do deputado federal Izalci Lucas (PSDB).

Nesse sábado (30/6), os ex-distritais Alírio Neto (PTB) e Eliana Pedrosa (Pros), que contam com apoio de Patriota, PMN e PTC, decidiram que ela será a cabeça de chapa, tendo Alírio como pré-candidato a vice-governador.

O grupo da professora da Universidade de Brasília (UnB) Fátima Sousa (PSol) foi o primeiro a definir o número dois na corrida ao Buriti, a assistente social Keka Bagno.

Indefinições
Outras pedras no caminho ainda devem ser superadas. A terceira via, a qual inicialmente havia anunciado integração de 12 partidos, agora sobrevive com seis e tenta convencer que permanecerá firme. Por enquanto, contudo, só decidiu que Izalci concorre a governador e Cristovam Buarque a uma das duas vagas às quais o DF terá direito, na próxima legislatura, no Senado Federal.

Do outro lado do tabuleiro político, o postulante petista ao GDF só deve ser anunciado no fim de julho. Os interessados são os economistas Júlio Miragaya e Afonso Magalhães.

Um assunto que tem causado insônia nos bastidores é a indefinição do PDT. O articulador do partido no Distrito Federal e presidente da Câmara Legislativa (CLDF), Joe Valle, quer estar ao lado de Jofran Frejat, mas não encontra espaço para concorrer ao Senado na chapa formada por PR, Progressista, DEM, MDB e Avante.

Se o cenário nacional for replicado em Brasília, há chance de o PDT fechar com o PSB, sigla à qual pertence Rollemberg. Mas Joe Valle reluta em aceitar o destino na capital e coloca Rollemberg como última opção a se coligar.

 

As coalizões em formação ainda tentam encontrar o melhor caminho para ir às urnas. A previsão é de que as alianças sejam fechadas a poucos dias das convenções. Esses eventos, nos quais são escolhidos os candidatos e coligações, ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto. As siglas têm até as 19h de 15 de agosto para apresentarem seus requerimentos de registro das candidaturas à Justiça Eleitoral.