PF deverá explicar apuração sobre agente acusado de homofobia

MPF deu prazo de 15 dias para que a PF detalhe a investigação sobre o policial flagrado apontando uma arma para dois homens, em Samambaia

atualizado

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Servidor da PF armado com pistola ameaça dupla. O agente foi autuado em flagrante por injúria racial Metrópoles 2
1 de 1 Servidor da PF armado com pistola ameaça dupla. O agente foi autuado em flagrante por injúria racial Metrópoles 2 - Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Corregedoria da Polícia Federal (PF) que dê detalhes sobre a investigação acerca da conduta do policial Diego de Abreu Souza Borges. (foto em destaque). O policial é investigado por homofobia e ameaça após ser flagrado apontando uma arma para dois homens em um espetinho de Samambaia (DF). A PF tem um prazo de 15 dias para responder a solicitação do MPF. 

Veja:

O pedido foi apresentado pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) que destacou que, embora o fato tenha ocorrido fora da jornada de trabalho, a conduta possui repercussão disciplinar direta.

“O servidor utilizou arma indevidamente, praticou ato discriminatório e, sobretudo, invocou falsamente a condição de policial, comprometendo o decoro e o prestígio da instituição”, explicou da PRDC.

O MPF destaca que a prática de homofobia “constitui ofensa substancial à dignidade humana”, o que “configura conduta escandalosa e impõe a aplicação da penalidade expulsiva de demissão”. 

  • O crime foi registrado em 13 de fevereiro de 2023
  • Na ocasião, o policial se aproximou de dois homens que estavam em um espetinho de Samamabaia e perguntou se eles eram um casal. 
  • Na intenção de cortar o assunto, um dos homens disse que o amigo era filho dele. Mas a resposta desencadeou outra pergunta.
  • “Como é pra você ter um filho gay?” teria dito o policial federal insistindo.
  • Na sequência, o policial apontou a arma para um dos homens que estavam na mesa e mandou que ele se deitasse no chão.
  • A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada, deteve Diego e apreendeu a arma dele, uma pistola calibre 9 mm com 13 munições intactas.
  • Ele foi levado à 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia) e autuado em flagrante, mas solto em audiência de custódia no dia seguinte.
  • Dias depois, a Polícia Federal abriu uma investigação interna para apurar a conduta de Diego.

Denúncia do MPDFT

Diego de Abreu foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por ameaçar com arma de fogo dois homens que ele acreditava serem um casal, em um espetinho em Samambaia (DF). Ele foi posto em liberdade após audiência de custódia, no dia 15 de fevereiro.

O Metrópoles não localizou a defesa de Diego. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

 

 

 

 

 

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