Pescadores serão cadastrados para pesca e abate de pirarucu no DF
Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, o número de exemplares vistos nas águas do DF é baixo e, por isso, o manejo do pirarucu será restrito

Apenas pescadores artesanais poderão pescar e abater o pirarucu nas águas do Distrito Federal (DF). Os profissionais serão cadastrados e deverão informar à Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF) detalhes do peixe capturado por meio de um aplicativo, que será lançado pela pasta.
Segundo levantamento do governo local, o número de espécimes avisados é baixo e, por isso não, há razão para a liberação indiscriminada. Somente 12 exemplares foram identificados.
O subsecretário de Pesca e Aquicultura da Sema-DF, Edson Buscácio, detalhou que a partir do cadastro, os pescadores poderão compartilhar fotos e vídeos no aplicativo. “Queremos ter um controle de quantos são os espécimes, em que tamanho se encontram e aonde foram pescados.”
O decreto que regulamenta o manejo do pirarucu no Distrito Federal (DF) foi assinado nesse domingo (14/6) pela governadora Celina Leão (PP). O texto deve ser publicado no Diário Oficial do DF (DODF) em breve.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA norma foi elaborada com base na Instrução Normativa nº 7/2026 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que reconhece a espécie como exótica invasora fora da Amazônia e permite a pesca, a captura e o abate fora do habitat natural do peixe.
“Fizemos uma regulamentação autorizando apenas o pescador artesanal profissional, que sabe o uso da técnica e tem capacidade para fazer esse tipo de pesca específica do pirarucu”, comenta o subsecretário de Pesca e Aquicultura da Sema-DF, Edson Buscácio.
Ele explica que a restrição foi construída a partir de uma análise feita entre a Sema-DF, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). “Imagine inúmeros pescadores indo ao Lago [Paranoá] sem preparação e cuidado, cometendo erros, se colocando em risco e criando situações ambientais como o excesso de plástico, linha, óleo diesel?!”, refletiu.
“Os números [de pirarucus] avistados [no DF] são muito pequenos para que nós façamos uma manifestação para todo o público, criando no imaginário do amador que ele pode entrar numa canoa ou num barquinho, ir para o Lago e correr o risco até de pegar um espécime um pouco maior.”
Segundo Buscácio, o DF tem cerca de 40 pescadores artesanais profissionais. “São pessoas que pescam desde a década de 1960”.
Quanto aos pirarucus, o atual levantamento da Sema-DF é de 12 peixes da espécie flagrados nas águas da capital. “É um número muito pequeno. Estamos procurando entender, porque cada um dos peixes tem um detalhamento”, confirma.











