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Distrito Federal

Pescadores serão cadastrados para pesca e abate de pirarucu no DF

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, o número de exemplares vistos nas águas do DF é baixo e, por isso, o manejo do pirarucu será restrito

15/06/2026 07:05, atualizado 15/06/2026 07:08
MMA/Divulgação
pirarucu

Apenas pescadores artesanais poderão pescar e abater o pirarucu nas águas do  Distrito Federal (DF). Os profissionais serão cadastrados e deverão informar à Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF) detalhes do peixe capturado por meio de um aplicativo, que será lançado pela pasta.

Segundo levantamento do governo local, o número de espécimes avisados é baixo e, por isso não, há razão para a liberação indiscriminada. Somente 12 exemplares foram identificados.

O subsecretário de Pesca e Aquicultura da Sema-DF, Edson Buscácio, detalhou que a partir do cadastro, os pescadores poderão compartilhar fotos e vídeos no aplicativo. “Queremos ter um controle de quantos são os espécimes, em que tamanho se encontram e aonde foram pescados.”

O decreto que regulamenta o manejo do pirarucu no Distrito Federal (DF) foi assinado nesse domingo (14/6) pela governadora Celina Leão (PP). O texto deve ser publicado no Diário Oficial do DF (DODF) em breve.

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A norma foi elaborada com base na Instrução Normativa nº 7/2026 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que reconhece a espécie como exótica invasora fora da Amazônia e permite a pesca, a captura e o abate fora do habitat natural do peixe.

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Síglia Regina dos Santos Souza/Embrapa
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Foto: Bernardo Oliveira / Instituto Mamirauá
“Fizemos uma regulamentação autorizando apenas o pescador artesanal profissional, que sabe o uso da técnica e tem capacidade para fazer esse tipo de pesca específica do pirarucu”, comenta o subsecretário de Pesca e Aquicultura da Sema-DF, Edson Buscácio.

Ele explica que a restrição foi construída a partir de uma análise feita entre a Sema-DF, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA). “Imagine inúmeros pescadores indo ao Lago [Paranoá] sem preparação e cuidado, cometendo erros, se colocando em risco e criando situações ambientais como o excesso de plástico, linha, óleo diesel?!”, refletiu.

“Os números [de pirarucus] avistados [no DF] são muito pequenos para que nós façamos uma manifestação para todo o público, criando no imaginário do amador que ele pode entrar numa canoa ou num barquinho, ir para o Lago e correr o risco até de pegar um espécime um pouco maior.”

Segundo Buscácio, o DF tem cerca de 40 pescadores artesanais profissionais.  “São pessoas que pescam desde a década de 1960”.

Quanto aos pirarucus, o atual levantamento da Sema-DF é de 12 peixes da espécie flagrados nas águas da capital. “É um número muito pequeno. Estamos procurando entender, porque cada um dos peixes tem um detalhamento”, confirma.