Ibama libera pesca de pirarucu no Lago Paranoá para eliminar “peixe exótico invasor”

Medida publicada no DOU nesta quinta-feira (19/3) autoriza captura sem restrições por se tratar de espécie exótica fora do habitat natural

atualizado

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Síglia Regina dos Santos Souza/Embrapa
Pirarucu
1 de 1 Pirarucu - Foto: Síglia Regina dos Santos Souza/Embrapa

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou, nesta quinta-feira (19/3), uma instrução normativa que libera a pesca, a captura e o abate do pirarucu no Lago Paranoá e em outras áreas fora de seu habitat  natural. O objetivo, segundo a norma, é “eliminar” a espécie invasora.

A decisão, que foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), cita todas as áreas em que a espécie de peixe é considerada exótica invasora e, portanto, onde é permitida sua eliminação.

Consideram-se fora da área de ocorrência natural do pirarucu:

  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental,
  • Região Hidrográfica do Parnaíba,
  • Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Oriental,
  • Região Hidrográfica do São Francisco,
  • Região Hidrográfica Atlântico Leste,
  • Região Hidrográfica Atlântico Sudeste,
  • Região Hidrográfica do Paraná (onde está inserido o Lago Paranoá),
  • Região Hidrográfica do Uruguai,
  • Região Hidrográfica Atlântico Sul,
  • Região Hidrográfica do Paraguai,
  • Porção superior da Bacia Hidrográfica do rio Madeira,
  • Montante da barragem de Santo Antonio/RO.

Pirarucu de 2 metros

Em janeiro de 2025, um vídeo que mostrava um pirarucu no Lago Paranoá viralizou nas redes sociais. Nas imagens, dois homens filmam o peixe parado, “esperando comida”.

Em 28 de fevereiro do mesmo ano, um pescador avistou outro exemplar com cerca de 2 metros de comprimento.

Um animal da espécie também já havia sido flagrado em 2021. O peixe filmado tinha 1,3 metro.

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6 imagens
Pirarucu em criadouro
Pirarucu é considerado invasor no Lago Paranoá
Pirarucu no Lago Paranoá
Um pirarucu também foi encontrado no lago
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Pirarucu encontrado no Lago Paranoá
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Pirarucu encontrado no Lago Paranoá

Reprodução
Pirarucu em criadouro
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Pirarucu em criadouro

Síglia Regina dos Santos Souza/Embrapa
Pirarucu é considerado invasor no Lago Paranoá
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Pirarucu é considerado invasor no Lago Paranoá

Reprodução/ Video
Pirarucu no Lago Paranoá
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Pirarucu no Lago Paranoá

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Um pirarucu também foi encontrado no lago
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Um pirarucu também foi encontrado no lago

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Reprodução/Redes sociais

Abate obrigatório

A regra do Ibama não estabelece limite de cota nem tamanho mínimo para captura, e vale durante todo o ano, tanto para pescadores profissionais quanto artesanais.

O texto afirma que os exemplares capturados não podem ser devolvidos ao ambiente e devem ser obrigatoriamente abatidos.

Além disso, o Ibama prevê campanhas de educação ambiental para alertar a população sobre os riscos da introdução de espécies exóticas invasoras em bacias hidrográficas fora de sua área natural.

Procurado, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) disse que a presença de pirarucus no Lago Paranoá “decorre de introdução irregular e criminosa, seja por soltura intencional indevida, seja por episódios associados ao rompimento e desabamento de estruturas particulares (como aquários e tanques artificiais localizados em áreas à beira do lago)”.

Segundo o Ibram, a presença desse peixe ocasiona riscos, como, por exemplo, “predação sobre espécies nativas, alteração da cadeia alimentar, desequilíbrio ecológico por ausência de predadores naturais e possível redução de biodiversidade”.

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