Corpo de desembargadora do TJDFT será velado nesta sexta-feira (20/3)
Maria de Lourdes Abreu morreu aos 73 anos nessa quarta-feira (18/3), por falência múltipla de órgãos
atualizado
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O corpo da desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Maria de Lourdes Abreu, de 73 anos, será velado na manhã desta sexta-feira (20/3) no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul.
A cerimônia de cremação está prevista para o mesmo dia, no Crematório de Valparaíso (GO).
A desembargadora morreu nessa quarta-feira (18/3), em decorrência de falência múltipla de órgãos, no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. Em portaria publicada nesta quinta-feira (19/3), o TJDFT declarou luto oficial de três dias pela morte da desembargadora.
Natural de Goiânia, a desembargadora havia sido eleita ouvidora-geral do TJDFT em maio de 2024, tomando posse no mês seguinte. Ela atuava na Corte desde novembro de 2014, quando foi nomeada pela então presidente da República, Dilma Rousseff (PT).
Antes disso, construiu carreira no Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), onde ingressou em 1981, após aprovação em concurso. Em 1994, foi promovida, por merecimento, ao cargo de procuradora de Justiça.
À época de sua nomeação para o TJDFT, coordenava a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão da Ordem Jurídica, com atuação nas áreas de meio ambiente, ordem urbanística e patrimônio cultural e histórico.
Também integrava a 16ª Procuradoria de Justiça Cível Especializada em Meio Ambiente e a Comissão de Aperfeiçoamento de Membros (CAM/MPDFT).
Repercussão
A morte da desembargadora gerou comoção entre autoridades e órgãos do Distrito Federal.
O desembargador e presidente em exercício do TJDFT, Roberval Casemiro Belinati, destacou o legado deixado pela magistrada. Segundo ele, Maria de Lourdes construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade, pela retidão e pelo compromisso com a Justiça.
“Ela honrou a todos em cada instante de sua vida. No Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, onde serviu com dedicação como promotora e procuradora de Justiça, e no Tribunal de Justiça, como desembargadora oriunda do quinto constitucional, construiu uma trajetória marcada pela retidão, pela sensibilidade humana e pelo compromisso inabalável com a Justiça”, afirmou.
Belinati declarou que a partida de Maria de Lourdes causa profunda saudade, mas também traz conforto pela “certeza de que agora retorna aos braços de Deus, para cumprir nova missão”.
Nas redes sociais, a vice-governadora do DF, Celina Leão (PP), lamentou a morte da desembargadora. “Sua trajetória foi marcada pela dedicação incansável à Justiça e ao serviço público”.
“Ao longo de sua carreira, construiu um legado de integridade, firmeza e compromisso com a aplicação do Direito, tendo exercido com excelência funções de grande relevância no MPDFT e, posteriormente, no TJDFT”, afirmou.
Segundo ela, a atuação da desembargadora “foi pautada pelo respeito às instituições, pela defesa da ordem jurídica e pela sensibilidade diante das causas que exigiam equilíbrio e responsabilidade”.
“Mulher de trajetória sólida e admirável, deixa uma contribuição significativa para o fortalecimento da Justiça e para a formação de gerações de profissionais que tiveram em sua conduta um exemplo”, pontuou a vice-governadora.
Em nota, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) manifestou profundo pesar e destacou a trajetória profissional dela.
“Profissional admirada e respeitada no meio jurídico, ingressou no MPDFT em 10 de fevereiro de 1981, em um período de relevante estruturação institucional. Ao longo de sua trajetória, destacou-se pelo espírito pioneiro, pela elevada dedicação e pelo firme compromisso com a promoção da Justiça e o fortalecimento das instituições”, informou o órgão.
Segundo o MPDFT, Maria de Lourdes deixa um legado de profissionalismo, ética e compromisso. A instituição também prestou solidariedade a familiares, amigos e colegas.
A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) e a Caixa de Assistência dos Advogados do DF (CAADF) também lamentaram a morte.
“A OAB/DF e a CAADF, em nome de suas diretorias e de seus associados, se solidarizam com amigos e familiares de Maria de Lourdes Abreu. O judiciário e o direito brasileiro perdem uma de suas grandes representantes”, diz trecho da nota.
