Morre, aos 73 anos, a desembargadora do TJDFT Maria de Lourdes Abreu
Natural de Goiânia, a desembargadora havia sido eleita ouvidora-geral do TJDFT em maio de 2024. Ela estava afastada para cuidar da saúde
atualizado
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Morreu, na noite desta quarta-feira (18/3), a desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) Maria de Lourdes Abreu, aos 73 anos.
O Metrópoles apurou que ela estava internada no Hospital Sírio Libanês e que a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. Ela estava afastada do TJDFT desde o ano passado para cuidar da saúde.
A morte da desembargadora ocorreu por volta das 21h. O corpo de Maria de Lourdes deve ser cremado no Crematório de Valparaíso (GO), na próxima sexta-feira (20/3).
Natural de Goiânia, a desembargadora havia sido eleita ouvidora-geral do TJDFT em maio de 2024, tomando posse no mês seguinte. Ela atuava na Corte desde novembro de 2014, quando foi nomeada pela então presidente da República, Dilma Rousseff.
Maria de Lourdes foi nomeada defensora pública em 1981, após aprovação no 7º concurso público para o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), sendo promovida em 1994, por merecimento, ao cargo de Procuradora de Justiça.
Antes de ser escolhida para o cargo de desembargadora do TJDFT, coordenava a 3ª Câmara de Coordenação
e Revisão da Ordem Jurídica na matéria do Meio Ambiente, Ordem Urbanística, Patrimônio Cultural e
Histórico, além de atuar na 16ª Procuradoria de Justiça Cível Especializada em Meio Ambiente e a Comissão
de Aperfeiçoamento de Membros (CAM/MPDFT).
Por meio das redes sociais, a vice-governadora do DF, Celina Leão (PP), lamentou a morte da desembargadora. “Sua trajetória foi marcada pela dedicação incansável à Justiça e ao serviço público”, afirmou.
“Ao longo de sua carreira, construiu um legado de integridade, firmeza e compromisso com a aplicação do Direito, tendo exercido com excelência funções de grande relevância no MPDFT e, posteriormente, no TJDFT”, descreveu Celina.
Segundo ela, a atuação da desembargadora “foi pautada pelo respeito às instituições, pela defesa da ordem jurídica e pela sensibilidade diante das causas que exigiam equilíbrio e responsabilidade”.
“Mulher de trajetória sólida e admirável, deixa uma contribuição significativa para o fortalecimento da Justiça e para a formação de gerações de profissionais que tiveram em sua conduta um exemplo”, pontuou a vice-governadora.
