PCDF divulga imagens de foragidos suspeitos de matar e esquartejar homem

Grupo é acusado de cometer crime brutal após desavença em venda de drogas. Homicídio serviu como "exemplo" para usuários

atualizado 05/08/2020 13:18

Operação da 4⁰DP prende suspeitos de esquartejar um homemRafaela Felicciano/Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) procura foragidos da Operação Desmancha, deflagrada na manhã desta terça-feira (4/7). Os criminosos têm envolvimento no assassinato de Anderson Rocha Alves, 35 anos. O homem foi torturado, queimado, esquartejado e teve partes do corpo encontradas em uma estação de tratamento de esgoto da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), na Avenida das Nações.

Investigações conduzidas pela 4ª Delegacia de Polícia (Guará) apontam que traficantes executaram a vítima para dar “exemplo”. Isso porque os suspeitos teriam sido enganados após uma transação de drogas com dinheiro falso.

Quem tiver informações sobre a localização dos criminosos deve entrar em contato com a PCDF por meio do disque-denúncia 197. O anonimato é garantido. Confira as imagens dos foragidos:

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Os policiais descobriram que o crime ocorreu em uma região chamada Biqueira, situada em uma área verde entre a linha do trem que passa entre o Guará e o ParkShopping. A execução ocorreu entre os dias 19 e 20 de junho e contou com a participação de um grupo de traficantes que comandam a área. O chefe do bando, identificado como Mancha, teria sido um dos mandantes.

Confira fotos da Operação Desmancha:

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Nas primeiras horas desta terça-feira (4/8), os policiais prenderam três pessoas e cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, em Santa Maria, Recanto das Emas e Guará. Os alvos são os acusados pelo crime.

De acordo com o delegado adjunto da 4ª DP, João de Ataliba, a região da Biqueira se tornou um reduto de traficantes e usuários de drogas. Muitos chegam a passar semanas no local dormindo em barracas de camping e usando drogas.

“As apurações apontam que Anderson teria comprado entorpecentes com notas falsas e os traficantes descobriram”, explicou. A vítima foi rendida, espancada e morreu com disparo de arma de fogo no rosto. Em seguida, Anderson teve o corpo queimado e esquartejado.

DNA

Partes do corpo de Anderson começaram a aparecer na estação de tratamento de esgoto da companhia entre os dias 23, 24 e 25 de junho. O material foi encaminhado para análise do Instituto Pesquisa de DNA Forense (IPDNA) da PCDF. Especialistas confirmaram que todos os fragmentos eram do mesmo cadáver, além de comprovar a identidade do homem.

Um mês após o crime, em 18 de julho, um dos responsáveis pela morte brutal de Anderson também perdeu a vida. Luis Guarino Couto, que seria um dos alvos da operação, acabou morto durante um assalto a um motorista de aplicativo no Paranoá.

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