PCDF ainda aguarda Exército apresentar sargento que atropelou jovem. Veja vídeo

Guilherme da Silva Oliveira foi encaminhado a realizar exame do corpo de delito desde sua prisão, no entanto, ainda não foi apresentado

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
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1 de 1 sargento-atropelamento-riacho-fundo - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O sargento do Exército Militar Brasileiro (EMB), Guilherme da Silva Oliveira, preso por atropelar uma jovem de 20 anos, no Riacho Fundo (DF), no dia 25 de abril, ainda não foi submetido a realização do exame de corpo de delito do Instituto de Medicina Legal (IML). Segundo o delegado da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo), Johnson Kenedy, o pedido do exame foi encaminhado no dia da prisão do investigado (27/4), no entanto, o Exército não fez a apresentação do denunciado.

A perícia técnica foi solicitada para comprovar os vestígios do crime. Ao Metrópoles, o delegado explicou que o pedido de encaminhamento do exame incluía provas técnicas, como de lesão corporal, ad cautelam – medida preventiva, embriaguez e toxicológico. 

“Cobramos do Exército a apresentação dele para os exames e estamos aguardando uma resposta”, disse.

O Metrópoles acionou o EMB para prestar esclarecimentos, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para atualizações.

“A não realização do exame deixa uma dúvida sobre ele ter usado droga, ou estar embriagado. No caso da embriaguez, já acreditava ser difícil alguma constatação nesse sentido já que o fato ocorreu na madrugada de sábado e o autor foi preso na noite de segunda”, detalhou Johnson.

Passado exatos 18 dias desde o atropelamento, o delegado afirma que, apesar do sargento não ter se apresentado, a realização do exame de corpo de delito pode alterar a situação do sargento, “especialmente para pior”.

Questionado sobre a possibilidade do exame constatar algo, mesmo após o longo período do dia que aconteceu o crime, o delegado afirmou que “só o médico do IML vai poder dizer”.

Entenda o caso

  • Maria Clara, 20 anos, foi atropelada e arrastada no dia 25 de abril, no Riacho Fundo (DF), após ser atingida por um carro. A jovem precisou ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebeu alta médica nesse sábado (9/5);
  • O motorista, Guilherme da Silva Oliveira, deu ré em alta velocidade, passou por cima da vítima e fugiu sem prestar socorro;
  • O sargento foi preso dois dias depois do crime, após se apresentar à delegacia;
  • Em depoimento, Guilherme explicou que não parou para prestar socorro por estar em “choque” e com “medo” de ser linchado pelas pessoas que estavam próximas ao local do acidente;
  • O caso, inicialmente tratado como acidente de trânsito com fuga do local, foi reclassificado por tentativa de homicídio;
  • No dia 28 de abril, a Justiça do Distrito Federal decretou a prisão preventiva do sargento;
  • Após a prisão, o Exército afirmou, em nota, que instaurou um procedimento administrativo para apurar os fatos e a conduta do sargento.

Denúncia do MPDFT

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ofereceu, nessa segunda-feira (11/5), uma denúncia contra o sargento.

A denúncia aponta as qualificadoras de recurso que dificultou a defesa da vítima, pela violência desproposital e repentina, além de perigo comum, por ter colocado em risco a vida de outras pessoas no local.

No documento, o qual o Metrópoles obteve acesso, o MPDFT relata que ao longo da noite, o denunciado e seus amigos consumiram grande quantidade de bebida alcoólica e utilizavam substâncias entorpecentes.

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Motorista sendo levado para a carceragem do Exército
Maria Clara, vítima que foi atropelada
A jovem foi atropelada enquanto passava pela faixa de pedestre
Momento em que a vítima é socorrida pelo Corpo de Bombeiros
Momento em que a mulher é atropelada e o motorista foge
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Momento em que a mulher é atropelada e o motorista foge

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Motorista sendo levado para a carceragem do Exército
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Motorista sendo levado para a carceragem do Exército

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Maria Clara, vítima que foi atropelada
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Maria Clara, vítima que foi atropelada

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A jovem foi atropelada enquanto passava pela faixa de pedestre
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Momento em que a vítima é socorrida pelo Corpo de Bombeiros
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Momento em que a vítima é socorrida pelo Corpo de Bombeiros

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O promotor de justiça Cesar Augusto Nardelli, que atua no caso, enfatizou a gravidade da conduta de Guilherme.

“Esse violento atropelamento não será tratado como um acidente. Ao conduzir o veículo de tal maneira, o denunciado utilizou-o como uma arma e que lamentavelmente atingiu a vítima, sem que ela pudesse esboçar reação e em evidente risco a outras pessoas inocentes”, afirmou.

Além da condenação, o MPDFT requereu indenização mínima de R$ 100 mil para reparação à vítima.

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