Jovem atropelada por sargento vai para casa após 2 semanas internada

A informação foi confirmada pela mãe da jovem, Sara Leão, que pôde passar o Dia das Mães com a sua filha

atualizado

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1 de 1 atropelamento-jovem - Foto: Reprodução/Redes sociais

A jovem Maria Clara Facundo, 20 anos, que foi atropelada e arrastada pelo sargento do Exército Guilherme da Silva Oliveira, 22, em Brasília (DF), recebeu alta médica nesse sábado (9/5) após duas semanas internada.

A informação foi confirmada pela mãe da jovem, Sara Leão, que pôde passar o Dia das Mães com a sua filha. Nas redes sociais, Sara celebrou a alta médica de Maria Clara e classificou como um “milagre” e um “presente”.

“Ah, foi maravilhoso, né? Mesmo que a alta dela saiu só na tarde, eu fiquei bem feliz. Para mim foi o melhor presente. Ela já estava ficando bem ansiosa e agitada, então foi bem melhor para ela”, destacou a mãe.

A jovem aproveitou a data para homenagear nas redes sociais a mãe pelos cuidados. “Obrigado por cada cuidado, por cada oração e por nunca desistir de mim”, destacou a jovem

Maria já havia recebido alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na última quinta-feira (7/5) e estava no quarto de um hospital particular de Brasília.

Enquanto esteve internada, a jovem fez uma cirurgia bucomaxilar para corrigir as deformações causadas por fraturas no rosto. Ela também passou por um procedimento cirúrgico na mão na última segunda-feira (4/5).

O atropelamento

No dia do atropelamento, no último dia 25 de abril, Maria Clara estava acompanhada de uma amiga e atravessava a faixa de pedestres quando foi atingida pelo carro do sargento que dava ré. O motorista, que estava em alta velocidade, passou por cima e arrastou a vítima em meio aos gritos das testemunhas que presenciaram a cena violenta.

Câmeras de segurança de um comércio registraram o momento do atropelamento. A amiga, que presenciou toda a ação, correu desesperada para prestar socorro.

De acordo com a mãe, pouco antes do ocorrido, a jovem esteve em uma distribuidora de bebidas da região, cujo proprietário é conhecido da família. “Ela ficou lá por pouco tempo. Um homem teria mexido com ela, mas ela nem se lembra”, relatou.

Após atingir a jovem, Guilherme, junto de outros quatro ocupantes no carro, fugiu do local. Em depoimento à polícia, o sargento justificou que não parou, pois estaria com “medo de sofrer algum tipo de linchamento das pessoas no local”.

Prisão e investigação

O Exército Brasileiro instaurou um procedimento administrativo para apurar os fatos e a conduta do sargento no atropelamento da jovem.

Em nota, o Comando Militar do Planalto (CMP) afirmou que vai colaborar com as investigações e fornecer informações necessárias ao esclarecimento do caso.

No comunicado, a corporação ainda cita que outro militar, que estava dentro do carro no momento do atropelamento, também será investigado.

Guilherme foi preso na noite do dia 27 de abril e encaminhado à carceragem do Exército. No dia 28 de abril, a Justiça do Distrito Federal decretou a prisão preventiva do motorista após audiência de custódia.

O autor do atropelamento irá responder por tentativa de homicídio.

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