Justiça decreta prisão preventiva de sargento que atropelou jovem no DF
Vítima foi atingida enquanto atravessava a faixa de pedestres; motorista voltou com o carro e passou novamente sobre a vítima antes de fugir
atualizado
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A Justiça do Distrito Federal decretou, nesta terça-feira (28/4), a prisão preventiva de Guilherme da Silva Oliveira, de 22 anos, durante audiência de custódia. Ele é sargento do Exército e acusado de atropelar a jovem Maria Clara, de 20 anos, no Riacho Fundo (DF), no último sábado (25/4), e de passar novamente com o carro sobre a vítima antes de fugir.
O suspeito foi preso na noite de segunda-feira (27/4), após se apresentar à delegacia acompanhado do pai e entregar o veículo, que será periciado pela Polícia Civil. Os demais ocupantes do carro foram identificados, ouvidos e liberados.
Inicialmente tratado como acidente de trânsito com fuga do local, o caso foi reclassificado após depoimentos e análise das imagens. A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que o atropelamento foi proposital, e ele passou a responder por tentativa de homicídio.
As investigações são conduzidas pela 29ª Delegacia de Polícia. A polícia reúne depoimentos de testemunhas, análise de imagens e perícia do veículo para esclarecer a dinâmica do crime.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Maria Clara atravessa a faixa de pedestres acompanhada de uma amiga e é atingida pelo veículo. Em seguida, o motorista engata ré em alta velocidade e volta a passar por cima da jovem antes de fugir. A cena também mostra a amiga correndo em desespero para tentar socorrê-la.
Maria Clara permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular. Ela sofreu fratura na bacia e em ossos do rosto. Uma cirurgia que estava prevista para a última segunda-feira (27/4) precisou ser adiada devido ao inchaço.
“Nada justifica o que ele fez”
“Queremos justiça! Mesmo que algo tenha acontecido, nada justifica o que ele fez [atropelar e fugir]”, disse, revoltada Sara, em entrevista à coluna.
Após o atropelamento, com a chegada da Polícia Militar, testemunhas afirmaram que o motorista estava no local acompanhado de um grupo amigos. Ele estava com sinais de alteração e teria importunado mulheres presentes, incluindo a vítima, que teria rejeitado a abordagem. Essa versão, no entanto, ainda não foi confirmada e segue sob investigação.
Após ouvir o depoimento da vítima e de todos os envolvidos, a Polícia Civil afastou a versão da importunação sexual.
