OAB-DF sobre morte de professor: “Fundamental enfrentar intolerância”
Ordem dos Advogados do DF se manifestou, nesta terça-feira (6/1), sobre o homicídio do professor João Emmanuel Ribeiro, morto aos 32 anos
atualizado
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A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) lamentou a morte do professor João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, 32 anos, (foto em destaque) que foi assassinado nesse domingo (4/1).
A OAB-DF manifestou, em nota, profundo pesar e solidariedade à família, amigos e comunidade LGBTQIA+.
“É fundamental seguirmos firmemente comprometidos na sociedade brasileira com o enfrentamento à violência motivada pelo ódio, pela discriminação e pela intolerância, reafirmando a necessidade de políticas públicas efetivas, investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos, sempre à luz do Estado Democrático de Direito e da proteção integral aos direitos humanos”, afirmou o texto.
A OAB-DF reiterou o compromisso com “a promoção da igualdade, do respeito à diversidade e da defesa intransigente da vida, da dignidade e da segurança de todas as pessoas”.
“Neste momento de dor, a OAB-DF se coloca em solidariedade e luto, reafirmando que nenhuma forma de violência pode ser normalizada ou silenciada. As circunstâncias e motivação do crime estão em apuração. Confiamos no trabalho da Polícia Civil”, ressaltou.
A nota foi assinada pela Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero, pela Subseção de Sobradinho e pela Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da Subseção de Sobradinho.
Nesta terça-feira (6/1) a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) e o distrital Fábio Felix (PSOL-DF) também se manifestaram sobre o caso e repudiaram o ataque homofóbico que levou à morte do professor.
Entenda o caso
- O corpo de João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho foi encontrado em uma parada de ônibus na região do Grande Colorado, no quilômetro 2 da DF-150, em Sobradinho II.
- Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), João foi localizado por volta das 6h30. O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) foi acionado e constatou o óbito.
- Em exame preliminar, constatou-se lesões na cabeça e nos olhos de João, provavelmente causadas por golpes.
- Havia sinal de violência na parte de trás do crânio, o que levanta a hipótese de que ele possa ter sido atacado pelas costas.
- A 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho) é responsável pela investigação do caso.
- O assassino de Emmanuel foi preso na segunda-feira (5/1) e confessou o crime. Segundo o autor, o crime foi cometido após ele ter recebido uma cantada do professor.
Suspeito foi preso
Guilherme Silva Teixeira, 24 anos, foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nessa segunda-feira (5/1), pelo homicídio do professor. A vítima foi brutalmente espancada e teve o rosto pisoteado.
O suspeito disse em depoimento que cometeu o crime após ter recebido uma “cantada” da vítima.
De acordo com o delegado-chefe da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho 2), Ricardo Viana, a vítima chegou em um carro de aplicativo à própria residência, por volta das 5h50, deixou o celular e uma mochila e voltou para a rua, dirigindo-se à parada de ônibus próxima de casa.
“Do outro lado da pista, em frente a um condomínio, o suspeito aguardava uma carona para ir ao trabalho. Já alcoolizada, a vítima supostamente teria passado a se dirigir ao autor e, segundo ele, teria dado em cima dele e chamado para a prática de atos sexuais, o que o deixou ofendido”, disse o delegado.
Nesse momento, de acordo com o Ricardo Viana, o autor atravessou a pista correndo e iniciou as agressões com socos, chutes e pisões. “A violência foi tão intensa que a marca do chinelo do autor ficou impressa no rosto da vítima, que morreu no local, quase em frente à própria casa”, afirmou.
O delegado da 35ª DP disse ainda que o motorista que daria carona ao suspeito é vizinho da vítima e, tanto ele quanto o autor, trabalham como serralheiros.













