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Rosto de professor assassinado tinha marcas de chinelo do suspeito
O professor João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, 32 anos, foi espancado até a morte; criminoso teve ajuda do chefe para fugir
atualizado
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O rosto do professor João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, de 32 anos, que foi espancado até a morte em Sobradinho II, na manhã de domingo (4/1), ficou com marcas do solado do chinelo usado pelo assassino no momento do crime, informou a Polícia Civil.
Após ser preso por policiais civis da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II), Guilherme Silva Teixeira, de 24 anos, teve apreendidas as roupas que usava no momento em que foi flagrado por uma câmera de segurança de um condomínio.
Ele vestia casaco branco, calça, touca, chinelos e carregava uma mochila.
Veja as imagens:
Mais detalhes:
- Guilherme Silva foi capturado na noite dessa segunda-feira (5/1) pelo homicídio do professor.
- A vítima foi brutalmente espancada e teve o rosto pisoteado pelo autor em uma parada de ônibus.
- Desde o momento do crime, foram realizadas diligências ininterruptas, que permitiram a identificação e localização de Guilherme.
- O corpo de João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho foi encontrado em uma parada de ônibus na região do Grande Colorado, no Km 2 da DF-150, em Sobradinho II.
- Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), João foi localizado por volta das 6h30. O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) foi acionado e constatou o óbito.
- O corpo de João Emmanuel será enterrado na casa da avó dele, em Isaías Coelho (PI), em data ainda a ser confirmada. A prefeitura do município decretou três dias de luto.
Patrão do suspeito
O patrão de Guilherme, que trabalha como serralheiro, foi autuado por participar do crime de forma indireta. Morador das proximidades do local onde o homicídio ocorreu, ele teria prestado auxílio ao autor logo após as agressões.
Segundo a Polícia Civil, o homem chegou a presenciar a vítima ainda com sinais vitais e, mesmo assim, ajudou o agressor a deixar a região.
Ele foi autuado pelo crime de favorecimento pessoal, por auxiliar o autor após o delito, mas foi liberado após assinar um termo de compromisso para comparecer à Justiça sempre que for convocado.
Investigação
De acordo com as investigações conduzidas pela 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II), autor e vítima não se conheciam previamente. A hipótese de que tivessem trocado mensagens por meio de aplicativo de relacionamento foi descartada pela polícia.
Em interrogatório, Guilherme afirmou que estava no local apenas para obter uma carona para ir ao trabalho, quando teria discutido com João Emmanuel. Segundo a versão apresentada, o autor partiu em direção ao homem e passou a agredi-lo, deixando-o caído ao chão, ainda agonizando.
Logo depois, seguiu normalmente para o serviço, na companhia de seu patrão, que mora nas proximidades do local dos fatos e chegou a ver a vítima agonizando.


















