Homem preso por matar professor foi condenado por desacatar policiais
As infrações foram cometidas em março de 2024, durante uma abordagem rotineira no estacionamento do Shopping Flamingo, em Sobradinho
atualizado
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Preso por matar um professor em uma parada de ônibus no domingo (4/1), Guilherme Silva Teixeira (foto em destaque), de 24 anos, já foi condenado pela Justiça do Distrito Federal por desacatar policiais militares com xingamentos e resistência.
As infrações foram cometidas em março de 2024, durante uma abordagem rotineira no estacionamento do Shopping Flamingo, em Sobradinho (DF).
O sargento da Polícia Militar (PMDF) que conduziu a ocorrência disse que, ao visualizar um grupo de pessoas aglomeradas consumindo bebidas alcoólicas, os policiais se aproximaram para constatar o que de fato estava acontecendo.
Quando os policiais chegaram perto, Guilherme e um amigo jogaram o líquido que estavam em duas latas fora.
Ao perguntarem sobre o líquido, os dois se alteraram e começaram a gritar com os policiais. Ao passarem por revista, a dupla resistiu e xingou o sargento de “filha da puta”, “comédia”, “fuleiro”, “guarda de merda”, “vai tomar no seu cu”, “seu desgraçado”, “capeta”, “vai se fuder” e que queriam encontrá-lo novamente lá no Shopping Flamingo.
“Além de desacatar a guarnição policial, desobedeceu a ordens legais resistindo à revista pessoal e colocando em risco a segurança de todos naquele momento, inclusive com o comportamento desrespeitoso e agressivo incentivaram os demais cidadãos que passavam pelo procedimento de revista a se rebelarem contra o procedimento de abordagem policial”, relatou o policial que conduziu a ocorrência.
Sob resistência, Guilherme e o seu amigo foram levados para a delegacia para assinar um termo circunstanciado. Ambos foram autuados pelo crime de desacato.
Após solicitação do Ministério Público (MPDFT), a Justiça condenou Guilherme a prestar 40 horas de serviços para uma instituição religiosa.
O condenado solicitou que a pena fosse convertida em transação pecuniária de R$ 450, mas o valor não foi pago e o homem alegou estar passando por dificuldades financeiras.
Após não efetuar o pagamento, a Justiça ordenou que o homem prestasse as 40 horas de serviço durante outubro e dezembro de 2025, o que ele também deixou de cumprir. Já o seu amigo pagou R$ 300 para uma instituição e não tem mais pendências.
Prisão
Guilherme foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na noite de segunda-feira (5/1) pelo homicídio do professor João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, 32.
A vítima foi brutalmente espancada e teve o rosto pisoteado pelo autor, em uma parada de ônibus, em Sobradinho (DF), na manhã de domingo (4/1).
Desde o momento do crime, foram realizadas diligências ininterruptas, que permitiram a identificação e localização de Guilherme.
De acordo com as investigações conduzidas pela 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II), autor e vítima não se conheciam previamente. A hipótese de que tivessem trocado mensagens por meio de aplicativo de relacionamento foi descartada pela polícia.
Em interrogatório, ele afirmou que estava no local apenas para obter uma carona para ir ao trabalho, quando teria discutido com João Emmanuel. O autor trabalhava como serralheiro.
Segundo a versão apresentada, o autor partiu em direção ao homem e passou a agredi-lo, deixando-o caído ao chão, ainda agonizando.
Logo depois, seguiu normalmente para o serviço, na companhia de seu patrão, que mora nas proximidades do local dos fatos e chegou a ver a vítima agonizando.
Este último foi autuado pelo crime de favorecimento pessoal, por ter auxiliado o autor após o delito, sendo, contudo, liberado após assinar termo de compromisso de comparecer em juízo.
Entenda o caso
- O corpo de João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho foi encontrado em uma parada de ônibus, na região do Grande Colorado, no Km 2 da DF-150, em Sobradinho II.
- Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), João foi localizado por volta das 6h30. O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) foi acionado e constatou o óbito.
- Em exame preliminar, constataram-se lesões na cabeça e nos olhos de João, provavelmente causadas por golpes.
- Havia sinal de violência na parte de trás do crânio, o que levanta a hipótese de que ele possa ter sido atacado pelas costas.
- A 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho) é responsável pela investigação do caso.
Professor em Sobradinho
João Emmanuel trabalhava como professor do Instituto São José, uma escola particular de Sobradinho. A instituição também lamentou a morte do colaborador.
“Ele não foi apenas um profissional dedicado, mas uma presença luminosa que marcou profundamente a história de nossa Instituição e a vida de nossos alunos. Sua trajetória em nossa comunidade escolar será lembrada com imensa gratidão e respeito”, disse a nota.
O texto encerra expressando condolências aos familiares e amigos. “Que seu legado de dedicação sirva de conforto a todos que tiveram o privilégio de conviver com ele”, finalizou.
O corpo de João Emmanuel será enterrado na casa da avó dele, em Isaías Coelho (PI), em data ainda a ser confirmada. A prefeitura do município decretou três dias de luto.













