Manicure que foi levada morta a delegacia pelo ex será velada nesta 4ª
Luana Moreira foi assassinada a facadas dentro do carro do ex-marido; após o crime, ele levou o corpo até a delegacia
atualizado
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O corpo da manicure Luana Moreira Marques (foto em destaque), 41 anos, assassinada pelo ex-companheiro Wellington de Rezende Silva, nessa segunda-feira (9/3), será velado a partir das 15h desta quarta-feira (11/3) no Cemitério Campo da Esperança de Planaltina (DF).
O sepultamento está previsto para as 17h30.
Veja:

Luana trabalhava em um salão em Sobradinho (DF). Ela deixou dois filhos maiores de idade, que moravam com Wellington, e uma menina menor, que vivia com ela em Sobradinho. A vítima também tinha um neto.
A manicure tinha uma viagem marcada para Porto Seguro (BA) com a filha mais nova nessa terça-feira (10/3). Segundo uma prima da vítima, que preferiu não ter o nome divulgado, o passeio era um sonho da menina e vinha sendo planejado havia bastante tempo.
Luana foi morta a facadas dentro do carro do ex-marido nessa segunda-feira (9/3), em Planaltina (DF). Wellington confessou o crime à polícia e alegou ter agido por “ciúmes intensos”, pois acreditava que a manicure estaria se relacionando com outra pessoa.
O ex-casal manteve relacionamento por aproximadamente 20 anos.
Entenda o caso
- O crime foi cometido na segunda-feira (9/3), na DF-128, em Planaltina (DF).
- Após esfaquear a ex-mulher, o motorista de aplicativo escondeu a faca de açougue usada no crime sob o tapete do carro.
- Wellington estrangulou Luana com o cinto de segurança quando ela tentou fugir. Ao desmaiar, a vítima foi esfaqueada no pescoço, nas costelas e na orelha.
- Após o feminicídio, o criminoso dirigiu até a 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) e deixou o corpo no banco do passageiro. A polícia apreendeu a faca.
Sem remorso
Em depoimento à polícia, Wellington contou que buscou a manicure na casa em que ela estava morando para eles conversarem, com o intuito de reatar o casamento. Segundo ele, no meio do caminho, começaram a discutir e, ao ouvir que ela não voltaria mais com ele, parou o carro e foi para cima.
Ainda de acordo com o feminicida, a mulher chegou a questioná-lo quando ele tirou o cinto de segurança: “Ela perguntou: ‘O que você vai fazer, Wellington? Eu disse que não ia fazer nada”.
Entretanto, o homem parou o carro e atacou a mulher com a faca que estava embaixo do tapete do motorista. Ele revelou que pegou a arma com o objetivo de ir atrás de um suposto amante da ex-mulher.
Ao longo de todo o depoimento, o investigado não demonstrou arrependimento. No vídeo, Wellington aparece sem blusa – a camisa foi colocada por ele em cima do corpo da mulher após o crime. O criminoso cruza as pernas, ajeita-se na cadeira e gesticula para contar os fatos.
