Manicure morta pelo ex-companheiro tinha viagem marcada com a filha

Luana Moreira, 41 anos, planejava ir a Porto Seguro (BA) com a filha mais nova nesta terça-feira (10/3)

atualizado

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1 de 1 luana-moreira-manicure-4 - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A manicure Luana Moreira Marques (foto em destaque), 41 anos, assassinada pelo ex-companheiro Wellington de Rezende Silva, nessa segunda-feira (9/3), tinha uma viagem marcada para Porto Seguro (BA) com a filha mais nova nesta terça-feira (10/3).

Veja:

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Ela deixou dois filhos e uma filha menor de idade
Ela planejava viajar com a filha para Porto Seguro
Luana era descrita pelos amigos como uma pessoa "muito alegre"
Luana Moreira era manicure e tinha apenas 41 anos
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Luana Moreira era manicure e tinha apenas 41 anos

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Ela deixou dois filhos e uma filha menor de idade
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Ela deixou dois filhos e uma filha menor de idade

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Ela planejava viajar com a filha para Porto Seguro
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Ela planejava viajar com a filha para Porto Seguro

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Luana era descrita pelos amigos como uma pessoa "muito alegre"
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Luana era descrita pelos amigos como uma pessoa "muito alegre"

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Segundo uma prima da vítima, que preferiu não se identificar, o passeio era um sonho da menina e vinha sendo planejado havia bastante tempo.

Uma amiga de Luana, Roberta Souza, que frequentava o salão onde a manicure trabalhava em Sobradinho contou ao Metrópoles que a vítima estava empolgada com a viagem.

“Ela estava bem animada com essa viagem. Eu creio que depois que ela separou, ela já ia fazer essa primeira viagem com a filha. Então, ela estava super animada, ontem mesmo ela até postou que ela estava feliz”, disse Roberta.

Luana trabalhava em um salão localizado em Sobradinho (DF). Ela deixou dois filhos maiores de idade, que moravam com Wellington, e uma menina menor de idade, que vivia com ela em Sobradinho. A vítima também tinha um neto.

A mulher foi morta a facadas dentro do carro do ex-marido, em Planaltina (DF). Wellington confessou o crime à polícia e alegou ter agido por “ciúmes intensos”, pois acreditava que a manicure estaria se relacionando com outra pessoa.

O ex-casal manteve relacionamento por aproximadamente 20 anos.

O velório de Luana ainda não tem data definida. Contudo, familiares organizam uma vaquinha para arrecadar dinheiro para custear o sepultamento.

Familiares de Luana organizam vaquinha

Crime premeditado 

O motorista de aplicativo teria armado uma emboscada para matar a ex-companheira. Ele assassinou Luana dentro do próprio carro.

Armado com uma faca de açougueiro, escondida sob o tapete do banco do motorista, o homem buscou a ex-companheira no Jardim Ruiz, onde ela morava com uma amiga. Apesar de a amiga ter alertado para Luana não entrar no carro, a vítima embarcou sem desconfiança.

Durante o trajeto, o ex-casal teria discutido. Wellington queria reatar o casamento, porém Luana recusou. O suspeito, então, puxou a faca, segurou a vítima, que soltou o cinto para tentar fugir, e começou a estrangulá-la.

Quando a mulher desmaiou, ele desferiu os golpes de arma branca. A perícia identificou ao menos três facadas – no pescoço, nas costelas e na orelha –, além de marcas de defesa nas mãos.

A vítima teria implorado pela vida, pedindo que o ex-marido pensasse na filha do casal e nos outros dois filhos, mas ele continuou com o ataque e teria proferido friamente: “Você já está morta”.

Não satisfeito, o autor usou o celular da vítima para ligar ao suposto namorado dela, dizendo: “Fiz uma besteira, matei minha mulher por sua causa”.

Em seguida, o motorista de aplicativo também fez uma chamada de vídeo para a esposa desse homem – conhecida da vítima, mas não amiga íntima –, mostrando o corpo e repetindo a provocação.

Wellington alegou em depoimento que essa mulher havia ameaçado Luana, mas não há registro policial dessa suposta ocorrência.

Posteriormente, o autor se dirigiu para a 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) com o corpo da vítima no banco do passageiro. O homem foi preso em flagrante. A arma do crime também foi apreendida.

A audiência de custódia de Wellington está marcada para esta terça-feira (10/3) às 14h.

Familiares descreveram o suspeito como um homem extremamente ciumento e controlador. Ele já havia quebrado o celular da vítima anteriormente.

Segundo informações repassadas pelo delegado, há uma ocorrência de lesão corporal registrada por Luana em 2004, motivada pela Lei Maria da Penha, mas nenhuma outra após isso.

No interrogatório, Wellington se mostrou frio, sem arrependimento, repetindo o ciúme como justificativa principal. Ele não possui outros antecedentes criminais.

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