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Feminicida detalha como matou ex e levou corpo a DP: “Empurrei a faca”. Veja vídeo
Frio e calculista, o homem disse que esganou a ex-mulher com a mão até ela desmaiar e, em seguida, deu uma facada no pescoço
atualizado
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No depoimento à polícia, o feminicida Wellington de Rezende Silva, de 43 anos (foto em destaque), detalhou, sem camisa e sem remorso, como matou a ex-mulher, Luana Moreira, de 41 anos. No relato, ele descreveu o assassinato a facadas: “Peguei e empurrei a faca até entrar”.
Veja o depoimento:
O motorista de aplicativo contou que buscou a manicure na casa onde ela estava morando para eles conversarem, com o intuito de reatar o casamento, e que, no meio do caminho, eles começaram a discutir e ao ouvir que ela não voltaria mais com ele, parou o carro e foi para cima dela: “Já estou na merda mesmo.”
Segundo o feminicida, a mulher chegou a questioná-lo quando ele tirou o cinto de segurança: “Ela perguntou: o que você vai fazer, Welligton? Eu disse não ia fazer nada”, narrou. Entretanto, o homem parou o carro e atacou a mulher com a faca que estava embaixo do tapete do motorista. Ele revelou que pegou utensílio com o objetivo de ir atrás do suposto amante da ex-mulher.
Ao longo de todo o depoimento, o investigado não demonstrou arrependimento. No vídeo, ele aparece sem blusa – a camisa foi colocada por ele em cima do corpo da mulher após o crime -, cruza as pernas, se ajeita na cadeira e gesticula para contar os fatos.
“Não quero mais saber de você”
Wellington contou que, no momento em que a mulher entrou no carro, eles já começaram a discutir. Ele mencionou um desentendimento sobre um advogado e contou que Luana se exaltou, dizendo: “Não quero saber mais de você, da sua mãe, vou te bloquear”.
“Ela começou a se alterar comigo e eu disse: ‘uai, calma, moço'”. E eu ainda disse para ela: “Você vai deixar de ser mulher para ser amante? Você vai deixar o seu esposo, seus filhos, para ir atrás de outro homem, que você sabe que é casado?”.
Hora da facada no pescoço
Ao explicar o momento do assassinato, Wellington usou as mãos para descrever o crime. Um pouco antes do estrangulamento e das facadas, ele contou: “Vamos sentar, vamos conversar, e ela disse ‘não quero, agora eu não volto mais’. Aí foi na hora que eu perdi a cabeça. Parei o carro, peguei a faca e fui para cima dela”.
Frio e calculista, ele ainda disse que esganou a ex-mulher com a mão para ela desmaiar e, em seguida, deu uma facada no pescoço dela. “Eu peguei e empurrei a faca até entrar, e depois eu tirei”.
Ao notar que a mulher estava morta, ele disse que tentou tirar a própria vida. Ao não conseguir, resolveu se entregar.
Mais detalhes do caso:
- O crime ocorreu na segunda-feira (9/3), na DF-128, em Planaltina (DF).
- Após esfaquear a ex-mulher, Luana Moreira, o motorista de aplicativo escondeu a faca de açougue usada no crime embaixo do tapete do carro.
- Wellington estrangulou Luana com o cinto de segurança quando ela tentou fugir. Ao desmaiar, a vítima foi esfaqueada no pescoço, nas costelas e na orelha.
- Após o feminicídio, ele dirigiu até a 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) e deixou o corpo no banco do passageiro – e foi preso em flagrante. A polícia apreendeu a faca.
“Ciúmes intensos”
Segundo o delegado-chefe Richard Valeriano, o homem confessou o crime e alegou “ciúmes intensos”. Ele acreditava que Luana tinha um novo relacionamento. Wellington buscou Luana no Jardim Ruiz, onde ela morava com uma amiga – que a alertou para não entrar no carro, em vão.
Imagens:
“Você já está morta”
No depoimento, Wellington disse que Luana implorou pela vida, citando a filha do casal e os outros dois filhos, mas ele prosseguiu. “Você já está morta”, disse friamente.
Não satisfeito, ligou do celular dela para o suposto namorado da vítima: “Fiz uma besteira, matei minha mulher por sua causa”. Em seguida, fez videochamada para a esposa desse homem – conhecida de Luana –, mostrando o corpo e repetindo a provocação.
Luana planejava viajar para Porto Seguro (BA) nesta terça (10/3) com a filha. O casal teve 20 anos de união e três filhos.












