MPDFT denuncia homem acusado de matar Noélia com tiro no rosto

Almir Evaristo Ribeiro está detido desde o fim de outubro e teve prisão temporária convertida em preventiva pela Justiça neste mês

atualizado 18/11/2019 16:44

Reprodução/Facebook

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou, nesta segunda-feira (18/11/2019), Almir Evaristo Ribeiro, 43 anos, pelo assassinato de Noélia de Oliveira Rodrigues, 38, e por porte ilegal de arma de fogo. Ele está detido desde o fim de outubro e teve prisão temporária convertida em preventiva pela Justiça neste mês de novembro.

De acordo com a denúncia oferecida pela Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Águas Claras, o homicídio é duplamente qualificado por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima (disparo de arma de fogo a curta distância) e feminicídio (condição de sexo feminino). As causas do crime ainda não foram completamente esclarecidas.

Cronologia do crime

Detalhes do inquérito policial que apura o feminicídio de Noélia revelam com precisão os últimos passos da vítima e do homem apontado pelos investigadores como o autor do crime. A hora e os locais por onde passou o acusado foram confirmados pelos policiais com a ajuda de sistemas do Departamento de Trânsito (Detran) e serviram para embasar a conversão da prisão do suspeito de temporária para preventiva.

As provas, segundo o relatório final da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), não deixam dúvidas de que o operador de máquinas pesadas, que era vizinho da vítima, executou a vendedora com um tiro no olho, na noite de 17 de outubro, em um terreno baldio no Assentamento 26 de Setembro.

De acordo com o inquérito, Noélia foi trabalhar normalmente, como sempre fazia, em uma loja no Brasília Shopping, na Asa Norte. Pouco antes de encerrar o expediente, por volta das 22h, a vítima ligou para o marido, Marcos Paulo Mendes Santana, para informar que estava finalizando a jornada de trabalho.

Imagens captadas por câmeras de segurança registraram que a vendedora estava em frente ao McDonald’s localizado às margens da via N1, em frente à Torre de TV, às 22h08, quando Noélia embarcou em um veículo. Às 22h24, o celular dela perdeu o sinal. O cadáver da vendedora foi encontrado apenas no dia seguinte, às 11h47, em um local conhecido como Cana do Reino.

Ao longo das apurações, os investigadores identificaram que o carro dirigido por Almir, um Chevrolet Cruze, foi visto se deslocando em circunstâncias de tempo e local compatíveis com o desaparecimento da vítima. Segundo informações obtidas por sistemas do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), na noite de 17 de outubro, entre as 20h28 e as 20h30, o veículo foi localizado circulando pela Via Estrutural no sentido Ceilândia–Plano Piloto.

Duas horas depois, entre 22h18 e 22h23, o Cruze foi flagrado novamente, dessa vez fazendo o trajeto de volta pela mesma Via Estrutural, então no sentido Plano Piloto–Ceilândia.

De acordo com depoimento de uma mulher que trabalhava com Noélia, na noite do crime ela convidou a amiga para irem embora juntas, mas a vítima recusou, afirmando que voltaria para casa de carona.

“Segundo a testemunha, a vítima apresentava comportamento irritadiço e constantemente olhava o celular. Além disso, há filmagens indicando que a vítima embarcou num veículo por volta de 22h08, horário compatível com o deslocamento do investigado para a região onde Noélia trabalhava”, aponta o inquérito.

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