Esposa e sogra de Turra são indiciadas por expor ex-amiga do piloto nas redes
Segundo o documento encaminhado à Justiça do DF, as duas respondem pelos crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) instaurou um novo inquérito policial contra Lauanny Faria Braier Broges, esposa do ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, réu por agredir e matar o adolescente Rodrigo Castanheira, 16. Segundo o documento encaminhado à Justiça do DF, Lauanny está sendo indiciada pelos crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição contra a ex-amiga do casal que registrou uma série de denúncias contra Turra.
Também consta no inquérito a mãe de Lauanny, identificada como Moara Guimarães Faria. Ela está sendo indiciada pelos mesmos crimes que a filha.
A denúncia, ao qual o Metrópoles obteve com exclusividade, revela que, em depoimento, a jovem diz ter tido vários vídeos seus sendo expostos nas redes sociais. Esses registros seriam referentes à época em que a ex-amiga do casal ainda era menor de idade e teriam sido publicados nas redes.
À polícia, a jovem conta que essas práticas estão sendo reiteradas há quase um mês e teriam como finalidade de silenciá-la, visto que a mesma atuou na condição de testemunha em vários processos envolvendo a esposa de Turra.
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Ver todasAlém da jovem, o namorado da denunciante prestou depoimento. Em sua fala, o rapaz conta que as investigadas estariam usando suas redes para apresentar a ex-amiga do casal como “traidora”.
Diante dos fatos, foi requerido também pela vítima medidas protetivas de urgência contra a esposa e sogra de Turra.
Na medida pedida, as investigadas estão proibidas de se aproximar da ofendida, de seus familiares e das testemunhas – fixando o limite mínimo de distância entre eles e o agressor – além do contato com a ofendida por qualquer meio de comunicação.
Ameaças e prints
Em março, o Metrópoles revelou que Lauanny estava sendo investigada pela PCDF por ameaçar a ex-amiga do casal.
Prints de conversas mostram que a esposa de Turra enviou mensagens à mãe da vítima, alegando que a adolescente prestou falso testemunho. No texto, ela afirmou que a menina não era quem eles pensavam: “Reveja quem é a filha de vocês”. Lauanny enviou dois vídeos da jovem e completou: “Tem muito mais” e “vou postar tudo”.
Veja:

Na ocorrência policial, a jovem afirmou ter mantido amizade com Lauanny e o piloto por mais de 10 anos, o que a fez crer que a investigada tivesse fotos ou vídeos comprometedores. Em algumas mensagens, Lauanny chamou a jovem de “maior alcoólatra” e disse que ela “se passa de anjinha”.
Após a reportagem publicada, a defesa das envolvidas entrou em contato e enviou nota de esclarecimento. Leia abaixo:
“A defesa de Moara Guimarães Mota e Lauanny Faria Braier Borges esclarece que os fatos em apuração decorrem unicamente da divulgação de imagens já exibidas pelo programa Domingo Espetacular, não se tratando de criação originária de conteúdo clandestino ou sigiloso pelas investigadas. Esclarece, ainda, que o Ministério Público devolveu o procedimento para melhor apuração dos fatos e para que as partes sejam ouvidas, o que evidencia a necessidade de cautela, sobretudo porque as investigadas sequer foram ouvidas antes do indiciamento. Diante desse cenário, a defesa reafirma que está adotando todas as providências judiciais e administrativas cabíveis, a fim de resguardar os direitos de suas constituintes e assegurar que a apuração ocorra de forma justa, responsável e dentro dos limites legais”.
Prazer em humilhar
A jovem que denunciou a ameaça de Lauanny é a mesma que expôs episódios de violência e humilhação, intensificados ao longo de 2025. Os casos vieram à tona após a agressão ao adolescente Rodrigo Castanheira, que morreu depois de ficar 16 dias internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo o depoimento, Turra demonstrava “prazer em humilhar”. Em uma denúncia, ela contou ter sido torturada com arma de choque por 10 minutos, implorando aos prantos para que parasse, mas o piloto só ria e continuava.
Em outro episódio, Turra ofereceu um pudim para ela comer. Desconfiada, ela questionou, mas ele garantiu que “estava tudo bem”. Após consumi-lo, o ex-piloto de Fórmula Delta revelou ter comido e regurgitado o doce antes. A jovem ficou “muito enojada, a ponto de chorar e vomitar”.
Ela também descreveu um episódio em setembro de 2025, em uma lancha com o grupo no Clube Cota Mil, no Setor de Clubes Esportivos Sul. Sentada à beira da embarcação, foi empurrada por Turra e caiu na água. Apesar de saber nadar, engoliu água pela surpresa. Sem escada na lancha, pediu ajuda, mas Turra e outro amigo só riram. Ela nadou até o deck, saindo do lago com arranhões nas pernas.
Em uma outra denúncia, ela relatou ter sido obrigada a ingerir bebida alcoólica durante uma confraternização no Jockey Club, em junho do ano passado.



