“Mentiras”, diz pai de Rodrigo Castanheira sobre depoimento de Turra
Ricardo Castanheiras falou com a imprensa após sair da audiência de instrução, que ocorreu nesta segunda (25/5), em Águas Claras
atualizado
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Após 10 horas de depoimentos no Fórum de Águas Claras, a audiência de instrução sobre a morte do adolescente Rodrigo Castanheira, aos 16 anos, após ser agredido por Pedro Arthur Turra Basso, o pai da vítima, Ricardo Castanheira, falou com a imprensa e disse que o acusado “falou suas mentiras” durante a audiência.
“Agora, os advogados, juízes e promotores estão conversando para saber quais serão os próximos passos. Ainda não tem definição. Ele (Pedro Turra) falou as mentiras dele”, disse Ricardo.
Questionado sobre a sensação de estar no Fórum, o pai de Rodrigo classificou como “horrível”. “A gente sente muita dor, mas continua aguardando que a justiça seja feita”, lamentou.
Paulo Susano, advogado de Turra, disse que todos os questionamentos foram respondidos e que o cliente afirmou estar arrependido de seus atos.
Audiência
No período da tarde, ao menos sete pessoas foram ouvidas, incluindo dois jovens apontados como amigos de Pedro Turra. Na saída, eles não falaram com a imprensa, inclusive, um deles saiu encapuzado com um moletom sobre a cabeça.
A expectativa inicial era de que nove testemunhas prestassem depoimento durante a sessão, incluindo o pai e a irmã da vítima, e o advogado da família. Segundo familiares e pessoas próximas que acompanham a audiência, ao menos seis envolvidos já teriam sido ouvidos ao longo do dia, incluindo um que atualmente mora nos Estados Unidos e teria participado remotamente.
Também estiveram na audiência o casal dono da casa onde a briga aconteceu e um dos pais de um amigo de Rodrigo. Segundo relatos do jovem e de pessoas próximas à família do adolescente, ele teria sido responsável por levar a vítima ao hospital após as agressões registradas em janeiro deste ano.
A audiência começou por volta de 9h. Familiares e amigos de Rodrigo acompanharam a sessão no tribunal desde cedo.
Chegada do acusado
Pedro Turra chegou ao fórum sob protestos e gritos de “justiça”. O ex-piloto de Fórmula Delta responde por homicídio qualificado pela morte do adolescente, que ficou internado por 16 dias após sofrer traumatismo craniano em uma briga ocorrida em Vicente Pires.
Durante a audiência de instrução, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do próprio réu. A etapa acontece antes da decisão da Justiça sobre levar ou não o caso a júri popular.
O ex-piloto está preso preventivamente no Pavilhão de Segurança Máxima do Complexo Penitenciário da Papuda (DF), desde 30 de janeiro de 2026. Ao menos sete pedidos de habeas corpus de Turra foram negados pelo Tribunal de Justiça do DF (TJDFT) e também pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).