“É preciso apurar toda cadeia”, diz sindicato após furto em oleoduto
Presidente do Sindicombustíveis, diz que o furto flagrado no oleoduto da Petrobrás é grave e questiona o destino do combustível furtado
atualizado
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O furto de combustível do oleoduto da Petrobras, em Ceilândia (DF), flagrado na última sexta-feira (5/6) acendeu o alerta para a ameaça do mercado clandestino no Distrito Federal. Segundo o Sindicombustíveis-DF, é um crime de extrema gravidade que coloca em risco a segurança da população, o abastecimento e toda a cadeia de combustíveis. A Polícia Civil (PCDF) prendeu três suspeitos de furto a um oleoduto durante a operação Estige, deflagrada pela 19ª Delegacia de Polícia (P Norte).
“O combustível furtado não encontra destino sozinho. É fundamental identificar toda a cadeia criminosa, desde a subtração até a comercialização final. O setor formal trabalha sob rígidas regras fiscais, ambientais e de qualidade e não pode conviver com a concorrência de operações clandestinas que financiam o crime organizado e colocam a sociedade em risco”, afirmou o presidente do sindicato Paulo Tavares.
Segundo a investigação da PCDF, não se tratava de uma ação amadora. A estrutura montada pelos criminosos, com escavação de túnel, sistema de bombeamento e logística de armazenamento, revela uma operação organizada e profissional, compatível com práticas de grupos especializados em crimes patrimoniais e receptação de combustíveis.
“O episódio remete a ocorrências anteriores registradas no Distrito Federal, incluindo investigações que, em 2019, identificaram esquemas de furto e revenda ilegal de gasolina e diesel, evidenciando que o mercado clandestino de combustíveis continua sendo uma ameaça real”, comentou Tavares.
O presidente do sindicato destacou que o combustível furtado não desaparece. Em algum momento ele é comercializado de forma irregular. Historicamente, esse produto pode ser direcionado para venda clandestina a transportadores, consumidores finais ou operadores informais que atuam à margem dos controles fiscais, ambientais e de qualidade exigidos pela legislação brasileira.
Para Tavares, também é necessário que os órgãos de fiscalização mantenham atenção redobrada sobre possíveis canais de escoamento desse combustível ilícito, especialmente operações irregulares de armazenamento, transporte e comercialização.
Além dos prejuízos econômicos, crimes dessa natureza representam elevado risco ambiental e potencial de acidentes graves, incluindo explosões, contaminação do solo e danos à infraestrutura estratégica de abastecimento. Para furtar o combustível, os criminosos alugaram uma casa para cavar um túnel e furar o duto da Petrobras. A Transpetro já fez o reparo.
A Polícia Civil do DF investiga o caso.











