Casa alugada e túnel arejado: furto de oleoduto foi feito por “profissionais”

Segundo os investigadores, os suspeitos eram organizados e agiam de forma profissional. A prisão é fruto de denúncias da população

atualizado

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Furto de oleoduto - Metrópoles
1 de 1 Furto de oleoduto - Metrópoles - Foto: Divulgação / PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) estancou o furto de combustível do oleoduto da Petrobrás, em Ceilândia (DF), na noite dessa sexta-feira (5/6). Os suspeitos alugaram uma casa em um condomínio para furar o duto. Segundo os investigadores, os acusados são “profissionais do crime”.

Veja:

A 19ª Delegacia de Polícia (P Norte) deflagrou a operação Estige para prender os suspeitos. O bando alugou uma casa há três meses, no condomínio Vista Bela de Ceilândia. Os criminosos cavaram um túnel e subtraíam combustíveis. Ao entrar na residência, o delegado Fernando Fernandes, responsável pelo caso, notou o profissionalismo dos suspeitos.

“Odor muito forte de combustível e risco de explosão”, comentou Fernandes. O delegado ressaltou a organização dos suspeitos. O local da escavação estava limpo. Um ventilador mantinha o ambiente bem arejado e os canos, tubos e galões para o furto estavam organizados.

“Trabalho feito mesmo por profissionais, de quem sabia o que estavam fazendo. Tinha ligações de energia, bombeamento, túnel. Uma escavação que entra adentro pelo oleoduto”, contou Fernando Fernandes.

De acordo com o delegado, além do furto, os suspeitos podem responder pelo risco de explosão e crime ambiental. “Segundo especialistas da Transpetro, em caso de explosão, uma área de cerca de 3 quilômetros de diâmetro poderia ser atingida, colocando em risco a vida de um número indeterminado de pessoas”, pontuou.

Conforme Fernandes, houve risco real de desabastecimento do DF a São Paulo, passando por Minas Gerais e Goiás. “Só nesta semana foram cerca de 100 mil litros”, contou Fernandes.

Reincidente

De acordo com o delegado, um dois suspeitos é reincidente na tentativa de furto do oleoduto. O acusado foi preso há 2 anos por tentar furtar combustível no DF.

A operação foi planejada após denúncias anônimas. “Queria agradecer mais uma vez aos populares, pessoas de bem”, afirmou. Para o delegado, a operação evitou uma possível tragédia no condomínio, localizado às margens da DF-180.

Crimes imputados aos suspeitos:

  • Furto qualificado com destruição ou rompimento de obstáculo mediante o concurso de pessoas. Pena: 2 a 8 anos de reclusão;
  • Associação criminosa. Pena: 1 a 3 anos de reclusão;
  • Crime ambiental. Pena: 1 a 5 anos de reclusão;
  • Crime contra a incolumidade pública. Pena: 1 a 4 anos de reclusão.Segundo a Polícia Civil, os autuados em flagrante poderão pegar de 5 a 20 anos de reclusão diante do concurso material de crimes.

Inicialmente, quatro suspeitos foram presos. Mas do decorrer da apuração, os investigadores chegaram a conclusão que apenas três estavam realmente envolvidos no crime.

Estige

Estige é rio mitológico do submundo grego. Segundo o delegado, evoca o fluxo subterrâneo e o caráter clandestino, oculto sob a terra.

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