Famílias retornam aos imóveis após conserto de oleoduto da Petrobras
O oleoduto da Petrobras havia sido furado por criminosos para o furto de combustível; área precisou ser isolada preventivamente
atualizado
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Após o conserto do oleoduto da Petrobras furado por bandidos para o furto de combustível em Ceilândia (DF), a Defesa Civil do Distrito Federal permitiu, neste domingo (7/6), a volta dos moradores da vizinhança. Os criminosos alugaram uma casa no condomínio Vista Bela para cavar o túnel e furar o duto. Por isso, a região havia sido isolada preventivamente.
“Dessa forma, as famílias já retornaram às suas residências em segurança (…) Neste momento, não há registro de risco iminente para os moradores da região, permanecendo o acompanhamento das condições da área pelos órgãos competentes”, pontuou o órgão.
Segundo a Defesa Civil, durante os trabalhos de reparo realizados em trecho do poliduto da Petrobras, foi necessário, por medida preventiva para garantir a segurança da população, o isolamento temporário de duas residências localizadas nas proximidades da área de intervenção.
Agora, com a liberação da área, o órgão seguirá monitorando a situação.
Segundo a Transpetro, responsável pelo Oleoduto São Paulo-Brasília (Osbra) da Petrobras, o poliduto encontra-se novamente em funcionamento normal. O serviço de reparo foi concluído neste domingo. Nos próximos dias, serão executados apenas serviços complementares de reforço e recomposição do local, sem impacto à segurança da comunidade.
“A companhia é vítima da ação de criminosos em seus dutos e atua em conjunto com as autoridades de segurança pública para combater essa prática”, destacou a empresa, em nota enviada ao Metrópoles.
De acordo com a empresa, o furto de combustível coloca em risco a preservação da vida e a proteção ao meio ambiente.
A Transpetro mantém o telefone 168 – canal gratuito e anônimo – disponível 24 horas por dia para recebimento de denúncias sobre movimentações suspeitas em faixas de dutos.
Veja:
Entenda o crime
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a operação Estige para prender os suspeitos de furtar combustível do oleoduto da Petrobras na sexta-feira (5/6). Segundo os investigadores, o grupo escavou um túnel e vinha subtraindo combustíveis. Apenas nesta semana, foram furtados aproximadamente 100 mil litros de combustível.
Segundo o delegado Fernando Fernandes, da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), responsável pela operação, além do furto do oleoduto da Petrobras, os suspeitos podem responder pelo risco de explosão e crime ambiental.
“Segundo especialistas da Transpetro, em caso de explosão, uma área de cerca de 3 quilômetros de diâmetro poderia ser atingida, colocando em risco a vida de um número indeterminado de pessoas”, disse.
Do ponto de vista do delegado, houve risco real de desabastecimento do DF a São Paulo, passando por Minas Gerais e Goiás.
De acordo com o delegado, um dois suspeitos é reincidente na tentativa de furto do oleoduto. O acusado foi preso há 2 anos por tentar furtar combustível no DF.
Inicialmente, quatro suspeitos foram presos. Mas durante o trabalho policial, os investigadores chegaram à conclusão que apenas três deles estavam realmente envolvidos no crime.
Crimes imputados aos suspeitos:
- Furto qualificado com destruição ou rompimento de obstáculo mediante o concurso de pessoas. Pena: 2 a 8 anos de reclusão;
- Associação criminosa. Pena: 1 a 3 anos de reclusão;
- Crime ambiental. Pena: 1 a 5 anos de reclusão;
- Crime contra a incolumidade pública. Pena: 1 a 4 anos de reclusão. Segundo a Polícia Civil, os autuados em flagrante poderão pegar de 5 a 20 anos de reclusão diante do concurso material de crimes.
Estige
Estige, palavra que dá nome da operação, é um rio mitológico do submundo grego. Segundo o delegado, evoca o fluxo subterrâneo e o caráter clandestino, oculto sob a terra.